Tsingtao, sem graça no sabor, mas não nas lembranças

A cerveja Tsingtao foi a primeira e única cerveja chinesa que tomei, na companhia de grande amigos da universidade e da república em que morei em São Carlos (saudosa Tibursa).

Outro fato que gosto de lembrar é que fui o primeiro integrante do Brejas a tomar esta cerveja e indiquei a inclusão dela na comunidade.

A Tsingtao Lager é como as brasileiras, uma cerveja refrescante sem grande complexidade no aroma ou no sabor, tendo como ponto forte a boa sensação que deixa na boca, com um amargor suave.

Ela é fabricada pela maior cervejaria chinesa e a mais vendida, sendo comercializada em mais de 60 países e com uma história de 108 anos!

Foi introduzida no mercado norte-americano em 1972, em plena Guerra Fria e sobreviveu a diversos períodos turbulentos da história chinesa, como a Revolução Cultural.

Valeu a pena para matar a curiosidade e adicionar mais uma à coleção!

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Jericoacoara, uma das praias mais bonitas do mundo

Jijoca do Jericoacoara, ou simplesmente Jeri, é uma vila remota no litoral do Ceará, quase na divisa com o Piauí, e sua praia foi eleita como uma das dez mais bonitas pelo New York Times e a mais bonita que já estive em meus 27 anos de existência.

Jericoacoara

A praia é muito procurada por quem quer paz e tranquilidade, mas também por quem gosta de praticar kite surfing. A vila fica a 290 quilômetros de Fortaleza, sendo que os 20 últimos só conseguem ser superados por veículos com tração nas quatro rodas.

Em Jeri há diversos passeios que podem ser feitos de bugre e alguns que podem ser feitos a pé, como a visita à Pedra Furada, que proporciona a vista um belíssimo pôr do sol no meio dela a partir de meados de julho até meados de agosto. Outro ótimo lugar para apreciar o sol poente é na Duna do Pôr do Sol. Um fato interessante é que este é um dos poucos lugares no Brasil onde é possível ver ocaso no oceano e não em terra firme.

Pôr do Sol na Pedra FuradaPedra FuradaPôr do Sol em JericoacoaraDuna do Pôr do SolOcaso na Duna do Pôr do Sol

O principal passeio de bugre é para as lagoas que existem em meio às dunas e a maior delas e ponto final do passeio é a Lagoa de Tatajuba, na qual é possível descansar em redes dentro d’água ou anda de pedalinho. Há ainda opcionais do passeio como a busca por cavalos marinhos.

Barcos na lagoa em JericoacoaraPasseio de bugre em JericoacoaraPedalinho na Lagoa de TatajubaTravessia de balsa em JericoacoaraRede na Lagoa de Tatajuba

Recomendo este local para quem deseja uma lua de mel tranquila, sem milhares de vendedores a seu redor, ou para quem simplesmente quer deslumbrar-se com as belezas que a natureza nos proporciona!

Carrancas, um paraíso mineiro

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Final de novembro de 2009, viagem marcada para a cidade de Carrancas em Minas Gerais, saindo do treinamento com um amigo do trabalho o convidei para participar da viagem junto com o pessoal dos mochileiros.

A viagem que seria de umas 6 horas acabou sendo prolongada após o atropelamento de um cachorro morto na estrada, o que resultou na quebra do filtro de combustível e a espera pelo socorro da concessionária da Fernão Dias no meio do mais absoluto breu.

Ao amanhecer, logo após um conserto que não durou mais que dez minutos, seguimos viagem por mais uma hora e chegando à pousada tivemos a recepção calorosa da galera que já tinha chegado e uma belíssima vista de cima do morro onde fica a pousada, que estava fechada para nossos vinte e poucos amigos.

Vista da pousada em Carrancas

A pousada Mirante Serra Verde também foi uma grata surpresa, pois era muito confortável, muito bem construída, com excelente comida e aquecimento da água por meio de energia solar, fruto de um sonho de seu dono, um arquiteto aposentado.

Entrada da pousade em Carrancas

Pousada em Carrancas

Próximo à cidade há dezenas de cachoeiras dos mais variados formatos e tamanhos, com ótimos lugares para tomar banho, há ainda um ‘mini cânion’ com uma cachoeira belíssima ao final, próximo do qual há um casal trabalha com a instrução de rapel de cachoeira (chamado Canyoning).

Cachoeira em Carrancas 1Cachoeira Carrancas 2Cachoeira Carrancas 3
Cachoeira Carrancas 4Cachoeira Carrancas 5Cachoeira Carrancas 6

Para quem gosta de um lugar para relaxar e estima o contato com a natureza, certamente este é um ótimo lugar.

Manaus, uma das capitais da amazônia

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Existe uma rixa muito acirrada entre Belém e Manaus, que soa como a Rio-São Paulo, mas na região norte e é este o motivo do título do artigo. A cidade é enorme, mas parece um grão de areia perante a imensidão da floresta amazônica, cujo tamanho colossal me fez interpretar de maneira diferente a frase “Gigante pela própria natureza” contida em nosso hino.

O que chama atenção a todo instante é o calor sufocante, mesmo que eu não tenha chegado no auge das temperaturas.

Minha passagem foi breve e mal planejada, mas pude perceber que a cidade é mal estruturada para receber os turistas, com poucos postos turísticos e pouca exploração da rica história da cidade, que chegou a rivalizar com São Paulo e Rio de Janeiro como o mais importante pólo econômico do Brasil no apogeu da exploração da borracha no final do século XIX e início do século XX.

O maior expoente da opulência do ciclo da borracha é o Teatro Amazonas, que é uma belíssima construção com o que havia de mais moderno e caro na Europa, para demonstrar o poder da cidade. Em frente ao teatro há também uma praça com uma escultura que representa os 5 continentes (sim, esqueceram da Antártida).

Monumento Abertura dos PortosTeatro Amazonas

O encontro das águas dos Rios Negro e Solimões é outro espetáculo que impressiona por vários fatores: o tamanho de cada Rio, o contraste entre as águas e a extensão em que o fenômeno acontece, que é por cerca de dezesseis quilômetros. Este fenômeno ocorre devido às diferenças de densidade das águas e da velocidade das mesmas, o que dificulta a mistura. O rio Solimões é o menos veloz e mais denso, por carregar mais sedimentos, o que também o deixa com a água mais barrenta.

Vitórias-régiasEncontro das águas dos rios Negro e SolimõesCasa e cais no rio Solimões

A saída do passeio para o encontro das águas é no porto da cidade e nele há um painel que demonstra a altura a que chegaram as cheias ano a ano, o que assombra na variação não são os 12 metros entre a seca e a cheia, mas o volume de água necessário para tal, já que em Manaus a largura do rio é de 3 quilômetros e que chega a 96 quilômetros próximo à sua foz! (dados relatados pelo guia)

Níveis máximos do Rio Negra

A curiosidade é aguçada pelas diversas comidas e temperos existentes na região e as diferenças em relação ao sudeste, como o tradicional churrasquinho das ruas que no Rio e São Paulo é de “gato” e em Manaus é de peixe, além do açaí com tapioca e do guaraná, entre tantos outros que não tive a oportunidade de provar. Os remédios naturais também merecem destaque e o óleo de andiroba foi o que usei para tratar de uma ferida na canela e que ajudou na cicatrização.

Resta muito para desvendar sobre Manaus e ainda mais sobre a floresta amazônica, com a qual tive o mínimo contato, mas o suficiente para cativar-me!

Mochileiros, uma comunidade para viajantes

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Minhas viagens ‘independentes’ começaram com a galera do Mochileiros.com, que a maior comunidade de viajantes em língua portuguesa!

Início de 2009, planejamento para passar o carnaval em Diamantina com dois amigos, praticamente tudo combinado e levei um bolo dos dois, foi então que resolvi rever o site do mochileiros, especialmente o fórum “Companhia para Viajar”, no qual conheci o pessoa com quem viajei para Paraty, viagem relatada aqui em outro artigo.

O sítio possui possui sete fóruns principais: Destinos, Albergues em 170 países, Roteiros de Viagem, Trilhas e Travessias, Equipamentos de Camping e Aventura, Relatos de Viagem e Companhia para Viajar.

Há ainda categorias interessantes e mais específicas como a sobre esportes radicais, cicloturismo, viagens de moto e como “mochilar” com crianças.

Os relatos e dicas encontradas no sítio são muito úteis para quem deseja viajar e conhecer as maravilhas que há pelo caminho e também os possíveis percalços que podem ser enfrentados.

Mochilar

“Mochilar” aliás é um verbo inexistente no registro formal da língua, mas que no popular é viajar de maneira simples, gastando pouco e conhecendo a cultura do local, trocando experiências com outros viajantes e compartilhando conhecimento alegrias e dificuldades (definição própria).

Segue abaixo um vídeo sobre o que é mochilar na visão da Verônica Farias dos Santos, autora do livro “Meu pé que me leva pelo mundo – o barato de viajar só, com pouca grana e curtindo muito!”.

 
“Bora mochilar” galera!

Recife, uma grata surpresa para mim! (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Em setembro passado fiz uma viagem de 23 dias pelo litoral nordestino e uma de minhas escalas foi em Recife, uma cidade surpreendente, na qual fui muito bem tratado e conheci lugares que nunca pensei encontrar no Brasil, muito menos em Recife.

Recife tem passado por uma efervescência econômica e o reflexo disso são as diversas obras e os caríssimos alugueis (fiz uma visita a uma imobiliária e fiquei impressionado com a valor dos imóveis).

O lugar mais exuberante que visitei foi o Castelo de Ricardo Brennand, que abriga coleções de arte e armas brancas, servindo também como sala para exposições temporárias como a sobre o Quinteto Violado, que estava sendo exibida em minha visita, contando a história desse grupo, que apesar de pouco conhecido pelos próprios brasileiros, já foi indicado ao Grammy de melhor disco e de melhor música com Leão do Norte.

Portaria Instituto Ricardo BrennandCastelo Instituto Ricardo Brennand

Portão Instituto Ricardo BrennandEstátua Instituto Ricardo BrennandArmas  Instituto Ricardo Brennand

Outro lugar belíssimo em Recife é a Oficina Brennand de um primo de Ricardo, Francisco Brennand, sendo o segundo um artista plástico renomado que trabalhar com cerâmica, formando esculturas e painéis belíssimos, muitos deles com motivos fálicos e/ou reginonais.

Entrada Oficina Francisco BrennandAcademia Oficina Francisco BrennandColeção Oficina Francisco Brennand
Jardim Oficina Francisco Brennand

Ambos ficam distantes do centro da cidade, mas possuem transporte público até entrada, embora a oficina propriamente dita esteja distante de seu portão, o que exige uma visita de carro ou disposição de andar por volta de quinze minutos na chegada e na saída.

A boa impressão foi igualmente observada na praia urbana mais bela e bem estruturada que conheço, a praia de Boa Viagem, que cuja orla é muito bem cuidada, possui uma calçada margeando a faixa de areia com pista de corrida e ciclovia, tudo bem sinalizado! Além disso possui a avenida Boa Viagem, com quatro pistas e ladeada por jardins.

Orla de Boa ViagemCacos in VersosPraia de Boa Viagem

O único inconveniente desta praia é o transtorno causado pelos temidos tubarões, que acabam atacando na área devido ao desiquilíbrio ecológico que causa uma dispersão da população destes seláquios, causada, segundo alguns biólogos, pela construção do quebra-mar construído, que desviou a água do rio Capibaribe e os nutrientes, que antes eram levados direto para alto-mar e agora são distribuídos pela costa, forçando a migração de espécies para mais próximo da costa.

Fica a lição! O impacto ambiental deve ser sempre calculado, ainda que nem sempre possamos evitar, poderemos pensar nas consequência de nossos atos antecipadamente.

Deixo uma frase, que vi em Visconde de Mauá-RJ, para reflexão: “Chega de meio ambiente, queremos o ambiente inteiro!”

Porto Alegre, ‘Bah’ uma cidade ‘Tri Afudê’ (parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Porto Alegre, ou simplesmente POA, é a capital mais meridional do Brasil, na qual passei ótimos dias em minhas duas passagens por lá.

Adorei os vários parques que existem pela cidade, principalmente pelo fato deles não possuírem grade em sua volta, o que torna o clima mais amigável, favorecendo a interação entre as pessoas e o respeito à ‘coisa pública’ (que deve ser cuidada ao invés de isolada).

O centro da cidade guarda edifícios belíssimos como a atual Casa de Cultura Mario Quintana, o Mercado Municipal, o MARGS (Museu de Artes do Rio Grande do Sul) e a Usina do Gasômetro. Esta última fica à beira do Guaíba (ainda não descobri se é um lago ou um rio), onde pode-se observar um belíssimo pôr-do-sol!

Casa de Cultura Mário QuintanaUsina do GasômetroJardim da Casa de Cultura Mario Quintana
Pôr-do-sol no Guaíba

A praça Marechal Deodoro é o centro dos poderes do estado, com o Palácio da Justiça, o Palácio Farroupilha e o Palácio Piratini, sendo os dois últimos as sedes dos Poderes Legislativo e Executivo, respectivamente. A praça conta ainda com o Teatro São Pedro e a Catedral Metropolitana. Há ainda um segredo entocado no Palácio Farroupilha, que é o Solar dos Câmara, a primeira residência mais antiga da cidade e um retrato da oligarquia gaúcha do século XIX, que hoje é um charmoso espaço para exposições.

Praça Marechal DeodoroTeatro São PedroPalácio PiratiniCatedral Metropolitana de Porto Alegre

Após um dia todo de passeios culturais pelo centro, a perambulação deve seguir pela sorveteria Jóia com seu mega-sorvete (deve ser feito por engenheiros!)  e, obrigatoriamente, acabar na Rua Lima e Silva, onde está concentrada boa parte dos bares da cidade, dos quais destacam-se o ‘Dirty Old Man’ com seus ótimos e baratos drinks, a Toca da Coruja com suas cervejas artesanais em garrafas similares às de remédios das farmácias com ‘ph’ e o Dombah com seus quatro ambientes (destaque ao Piano Bar) e encontros do Couch Surfing nas quintas-feiras, finalizando com a hospedagem nesta mesma rua, no Hostel Casa Azul, que também possui um barzinho bacana.

Para quem pergunta o que eu fui fazer em Porto Alegre, vale uma lida!! E olhem que tem muito mais para dizer…

Hoegaarden, minha primeira Belga


Estou viajando então sem fotos para falar sobre uma viagem que fiz, então falemos de cerveja! Hoegaarden é uma cerveja belga, hoje pertencente à Anheuser-Busch InBev (a AmBev no Brasil), é para mim o melhor ‘custo x benefício’ que há no Brasil, pois custa menos de R$ 6,00 na maioria das vezes e tem um sabor extremamente marcante e refrescante, sendo uma ótima pedida para quem quer começar a conhecer cervejas diferentes das pilsen brasleiras.

Já comprei esta cerveja diversas vezes em São Paulo (chegando a pagar um real na garrafa!) e a última vez que a tomei foi em Porto Alegre com amigas do Couch Surfing, que adoraram minha recomendação!

A história da Hoegaarden é longa e cheia de altos e baixos, tendo seu início no século XV com monges belgas, que são os responsáveis por dezenas de outras cervejas maravilhosas. A Hoegaarden em sua história recente teve a retomada da receita dos monges em 1965, produzidas sob a liderança de Pierre Celis, mas passou por momentos difíceis como o incêndio de sua fábrica em 1985, que acabou levando à sessão de parte de suas ações para a Cervejaria Artrois (detentora da marca Stella Artrois até então), o que ajudou na reconstrução fábrica da Hoegaarden.

A cerveja tem como característica uma cor amarela e turva, uma espuma densa, um aroma frutado e um gosto de cravo, tudo isso formando um conjunto harmonioso, que agrada todos os sentidos!

Essa sim é diga do bordão utilizado por outra cerveja aqui no Brasil: “Experimenta! Experimenta! Experimenta!”

Backer Medieval, uma cerveja das trevas medievais

Além de um turista convicto, também sou colecionador de garrafas de cerveja e elas acabam sendo parte importante de minhas viagens e este artigo é sobre uma das mais interessantes da coleção, a Medieval da cervejaria mineira Backer.

Esta cerveja é inspirada na tradição dos monges cervejeiros da idade média, também chamada de idade das Trevas. A começar pela garrafa negra e com tampa selada por uma cera vermelha, esta cerveja tem todo um charme que a caracteriza e que continua a impressionar por seu aroma cítrico e alto teor alcoólico, 6,7%.

Chegar a esta cerveja foi algo muito difícil, pois em São Paulo não a encontrava para vender e foi fora daqui que acabei encontrando-a, no aeroporto de Brasília em minha primeira passagem por nossa capital.

O preço era algo em torno de R$ 13,00, um pouco caro para os padrões que estamos acostumados, mas como bom colecionador, pedi uma garrafa. O garçom, então, abriu a garrafa como uma outra qualquer! mas eu não poderia permitir, depois de tanto procurá-la, que ela fosse aberta sem que a cera fosse derretida, como manda o figurino ‘cervejístico’. Assim sendo, o garçom, após reclamação, trouxe outra garrafa e a abriu corretamente!

Esta é uma das mais de 275 garrafas que hoje fazem parte de minha coleção.

A ideia é “beber menos e beber melhor!”

Embu das Artes, artesanato real

Ano passado tive a grata surpresa de descobrir que bem próximo de São Paulo há uma Feira de Artesanato ótima, com artesanato que, ao invés de cópias baratas, atendem a acepção correta da palava: indústria caseira, obra de artesão. O nome da cidade era Embu, mas devido ao apreço pelas artes, tornou-se Embu das Artes no popular há tempos e em 2009 este passou a ser o nome oficial após plebiscito municipal.

A cidade fica a 30 km de São Paulo e o acesso é pela Rodovia Regis Bittencourt e é uma jóia da grande São Paulo, que lembra o clima pacato de cidades distantes do interior, com um charme particular.

A cidade contem outros atrativos além da feira de artesanato, como o Museu do Índio, Museu de Arte Sacra (na Igreja Matriz), lojas de móveis, diversos antiquários e restaurantes e uma atmosfera aconchegando para quem vive no ambiente caótico da Grande São Paulo.

Tudo isso pode ser seu! E para chegar lá há opções de transporte público de pontos estratégicos da capital paulista. Os melhores dias para visitação são os domingos e feriados, visite com sua família!