São Luís, a Atenas brasileira

São Luís tem diversos apelidos, dentre eles ilha do amor, Atenas brasileira (pela efervescência cultural no século XVIII), jamaica brasileira (pelo reggae que se enraizou no século XX)… E isso por si só, já demonstra a diversidade cultural que a cidade possui, ainda que ela não seja explorada e mantida devidamente nos dias de hoje.

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A chegada a cidade é bem interessante para quem vai de avião, pois o aeroporto, apesar de pequeno, conta com diversos painéis aprazentes, que abragem diferentes temas, porém com um enfoque único: retratar o Maranhão, seu povo e sua cultura.

centro histórico é um dos mais bem preservados dentre as capitais brasileiras, todavia ainda assim há diversos edifícios abandonados ou mal conservados. Pontos de destaque são a praça João Lisboa, o Palácio dos Leões (sede do governo maranhense), a Casa de Nhôzinho e o Museu de Artes Visuais.

Merecem destaque os azulejos e pisos cerâmicos encontrados na cidade, com uma grande diversidade de estilos, com representações religiosas e desenhos diversos.

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Macapá, uma cidade, dois hemisférios

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Macapá é uma palavra de origem indígena que quer dizer lugar de muitas bacabas (um tipo de palmeira da região). Esta talvez tenha sido a cidade que mais me surpreendeu no Brasil, pelo movimento que vi nas ruas e pelos atrativos que possui.

Macapá

A cidade tem o incrível Museu Sacaca, nomeado assim em homenagem ao curandeiro local Raimundo dos Santos Souza, vulgo Sacaca. Este museu possui um acervo de muito atraente que propicia ao visitante o contato com representações de ocas de diversas tribos indígenas, de casa de ribeirinhos, de um barco como o que era utilizado por mercadores no passado, de montagens que contam sobre os minerais, a fauna e flora local.

SacacaOca - Museu Sacaca
Regatão - Museu SacacaRibeirinha - Museu Sacaca
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Outro ponto interessante é a Fortaleza de São José de Macapá, localizada na margem esquerda do Rio Amazonas desde 1764, ano de sua construção. Hoje o museu abriga exposições diversas, além do próprio acervo. O entorno da fortaleza é utilizado hoje como praça de eventos, na qual ocorrem apresentações musicais, sendo que na ocasião vi o ótimo show de uma cantora local, Lia Sophia.

Fortaleza de São José

Entrada da Fortaleza de São José

Fortaleza de São José

Maquete da Fortaleza de São José

Fortaleza de São José

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O espavento maior foi saber que Macapá tem uma cidade do samba para abrigar até 5 escolas de samba, próximo da qual está o sambódromo.

Sambódromo

Cidade do Samba

Por fim, não poderia deixar de falar do Marco Zero do Equador, monumento que demonstra exatamente onde passa a linha do equador, onde se pode estar nos dois hemisférios do mundo ao mesmo tempo.

Marco Zero

Resta dizer que o povo macapaense foi muito acolhedor e que certamente quero voltar, mas com o objetivo de chegar ao Oiapoque, o fim do Brasil (ou seria começo?).

Santa Elena de Uairen, a ‘capital’ da savana venezuelana

O continente africano não é o único que apresenta o tipo de formação conhecida como savana, aqui na América do Sul temos a grande savana venezuelana localizada no Parque Nacional Canaima, que está na fronteira com o município brasileiro de Pacaraima localizado no estado de Roraima.

A cidade de Santa Elena de Uairen é conhecida dos brasileiros por contar com free shops e produtos importados, como acontece com a famosa cidade paraguaia de Ciudad del Este.

Em fevereiro a cidade conta com um carnaval, no qual crianças e adolescentes desfilam no final da tarde. Durante a noite o carnaval é embalado por um trio elétrico brasileiro, mas que tocas músicas locais.

A natureza é o ponto forte da cidade, que conta com diversas agências de turismo, albergues e hotéis que aproveitam as diversas cachoeiras da Gran Sabana e o monumental Monte Roraima para vender pacotes turísticos (dica: o passeio ao monte Roraima é muito mais barato do lado Venezuelano).

A Gran Sabana tem dezenas de cachoeiras, de diferentes formatos e volume de água. A mais famosa delas é a Quebrada Jaspe, formada pela pedra semipreciosa Jaspe, de cor alarajada. Ao longo do caminho para as cachoeiras sempre há índios locais vendendo artesanatos e um ponto negativo é a quantidade de lixo que é deixado pelos turistas inconsequentes.

Santa Elena del Uairén - CachoeirasSanta Elena del Uairén - Cachoeiras

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A visão do monte Roraima e dos outras mesetas (pequenos planaltos que destoam da imensa savana por erguerem-se abruptamente na paisagem) é surpreendente, mesmo ao longe.

Santa Elena del Uairén - Monte Roraima

Desejo voltar à região para conhecer de perto o famoso monte Roraima e também o cachoeira mais alta do mundo, o Salto Angel.

Quito, a face bonita de Deus

Original por Roxana M. Q. Fernández

E que é a capital administrativa dos equatorianos, tem muitos adjetivos que a qualificam justamente por toda a beleza paisagística que possui, por estar rodeada por vulcões e conservar sua arquitetura colonial intacta.

Localizada a 2850 metros acima do nível do mar e assentada sobre as ‘saias’ do vulcão Pichincha, Quito foi o primeiro patrimônio cultural da humanidade declarado pela UNESCO.

Quito

Para chegar a São Francisco de Quito, pode-se contar com o recem inaugurado aeroporto Mariscal Sucre, que está a 18 km do centro da cidade ou com o terminal terrestre Quitumbe, que está a 12 km do centro aproximadamente
Quando chegar a Quito, você pode hospedar-se no setor La Mariscal, onde encontrará um grande quantidade de albergues da juventude e hotéis de valores económicos e/ou acessíveis, bem como muitas opções de bares, baladas e restaurantes concentrados ao redor do que se conhece como a famosa Praça Foch.

É obrigatório caminar pelas empedradas e estreitas ruas do centro histórico, no qual poderá admirar a arquitetura com que a cidade conta e visitar edificios como o Palácio de Corandelet ou Palácio do Governo (entrada gratuita) e as igrejas San Agustìn, La Basìlica, La Compañìa e San Francisco entre as mais importantes.

Quito

Não se pode deixar de subir ao Panecillo, mirante natural tradicional encravado no coração da urbe, coroado pela escultura da VIRGEM DE QUITO, de onde se tem uma vista panorâmica da mesma.

Quito

O teleférico, a capelo do homem, os parques ‘La Carolina’ e ‘El Ejido’ também são lugares de visita obrigatória aos quais se pode ascender pegando o ‘Quitio Tour Bus’, o qual tem 12 paradas e cujo percurso dura em torno de 4 horas.

E por último, não se deve sair de Quito sem conhecer a cidade METADE DO MUNDO onde experimentará estar presente ao mesmo tempo nos dois hemisférios e conhecer o vulcão inativo Pululahua em cuja cratera habita uma comunidade.

Quito

Quito e seus encantos te esperam, melhor deixar de ler e não perca mais tempo.

Ilha de Páscoa, o umbigo do mundo (Parte I)

Ilha de Páscoa ou Rapa Nui é daqueles lugares ditos mágicos e de boas energias, no qual pode-se encontrar pessoas do mundo inteiro, que falam diversos idiomas, mas usam poucas interjeições como ‘ohhh’ e ‘wow’ para demonstrar seu encanto pelas paisagens estonteantes e pela magnitude das famosas estátuas gigantes de pedra vulcânicas, os Moais.
Ilha de Páscoa
O aeroporto fica próximo ao centro de Hanga Roa, onde estão concentrados 95% dos hotéis e restaurantes da ilha, o museu e o centro de informações turísticas. Ao chegar, aproveite para comprar o bilhete que dá acesso ao Rano Raraku e à vila de O’Rongo com desconto, em um estande que fica entre o avião e a área de desembarque.

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Duas palavras do idioma Rapa Nui são essenciais aos viajantes por que abrem portas e sorrisos: iorana (olá e tchau) e maururu (obrigado).

A ilha é o ponto culminante de uma cordilheira submarina, formada pela intensa atividade vulcânica do Pacífico sul. Ela é formada por três vulcões principais: Rano Kau, Rano Raraku e Meunga Tere Vaka, sendo o último o ponto de maior altitude da ilha, 511 metros.

O Rano Raraku é o local onde eram fabricados os Moais e muitos deles ainda estão lá, inclusive alguns deles ainda estão inacabados em meio à rocha da cratera.

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

O Rano Kau é a maior cratera e o cartão postal da ilha, pois é lá que está localizada a vila de O’Rongo, com dezenas de casas que foram restauradas e que abrigavam os nativos.

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - Mirador Rano Kau

Ilha de Páscoa - Rano Kau

Os Moais fabricados em Rano Raraku eram levados à todas as partes da ilha, para serem colocados sobre as sepulturas dos líderes de cada clã após sua morte. Estas sepulturas ficavam sob alteres cerimoniais chamados Ahu e os Moais sobre elas serviam para emanar as energias e proteção para o povo.

Ilha de Páscoa

A ilha é fantástica, mas infelizmente muito da cultura Rapa Nui e foi perdido por conta da dominação predatória de ingleses, franceses e chilenos nos séculos XIX e XX. Entretanto, o governo chileno tem investido na conservação e na recuperação das tradições da ilha nos últimos anos. Caso tenha a oportunidade de conhecer este lugar singular, no meio do oceano Pacífico, não exite em aproveitá-la!

Lethem, onde a mão muda

Lethem poderia ser chamado do lugar ‘onde o vento faz a curva’, pela sua distância das principais cidades sulamericanas, mas há uma característica que chama mais atenção, que é a mudança de mãos no trânsito. No Brasil utilizamos a mão francesa, que é a mais utilizado mundo afora, enquanto a Guiana utiliza a mão inglesa e, por este motivo, há uma mudança de mão, algo pouco comum, já que a maioria dos países de mão inglesa são insulares.

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A cidade fronteiriça tem preços que atraem brasileiros de Roraima e até mesmo do Amazonas, que nos fins de semana para fazer compras, faz divisa com o município de Bonfim, Roraima.

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O principal atrativo para mim foi pegar o taxi com o volante na direita e rodar na mão inglesa, além é claro, de computar mais um país visitado pra lista!

Taxi - Lethem

Boa Vista, um ‘porto seguro’

Boa Vista é a única capital brasileira totalmente no hemisfério norte e certamente poderia ser chamada de porto seguro. Uma cidade pacata e de pessoas acolhedoras e carinhosas, que apesar de capital tem um quê de interior para quem está acostumado com as metrópoles do sul-sudeste, onde nem todas as casas tem trancas nos portões e várias não possuem imensas grades.

Infelizmente muito da cidade estava fechado devido ao feriadão de carnaval, mas pude tomar um banho no Rio Branco e observar o belíssimo por do sol lá mesmo. A praia fica n margem oposta a da cidade e a travessia por ser feita por R$ 4,00 ida e volta.

Pôr-do-sol no Rio Branco - Boa Vista

A praça do centro cívico é o ponto central do leque a partir do qual a cidade foi planejada. A praça tem em sua volta diversos edifícios do aparato estadual dos três poderes e também uma catedral muito bonita, com vitrais que dão o tom de um lugar calma para a oração e a espiritualidade. No meio da praça tem a emblemática estátua do garimpeiro, que remete às origens da cidade e com a qual todo viajante que passa pela cidade tem que tirar uma foto.

IMG_7860Batistério da Catedral - Boa VistaNave da Catedral - Boa VistaGarimpeiro - Boa Vista

Boa Vista tem uma grande vantagem em relação ao resto do país, lá o taxi é um transporte extremamente barato devido à proximidade com a Venezuela, onde o preço do litro da gasolina fica em torno de R$ 0,40! O taxi para a Venezuela, Guiana (Inglesa) e cidades do interior custa R$ 25,00 por trecho, uma pechincha, se pensarmos que as distâncias variam de 100 a 250km.

Quero muito voltar à Boa Vista em uma data em que eu possa visitar museus e tenha tempo para visitar o interior do estado de Roraima!

Chapada dos Guimarães, verde ou vermelho? seco ou molhado?

A Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, é um lugar de contrastes que atrai e encanta. Ao longe parece uma infinidade verde, mas ao chegar mais e mais próximos vê-se o vermelho das chapadas predominar sobre o verde da vegetação, assim como a dicotomia entre os vários rios e cachoeiras, com água abundante contra uma vegetação seca, de cascas grossas e encarvoadas.

Chapada dos Guimarães

A trilha das cachoeiras de 8 km pelo Parque Nacional da Chapada dos Guimarães sob o sol escaldante abriga muitas surpresas, como diversas plantas e animais, dentre eles o abacaxizinho do cerrado, a canela de ema, borboletas, a formiga ‘bala’ (que tem uma das picadas mais doloridas da natureza e é usada em rituais de amadurecimento de jovens indígenas), fósseis que remontam a origem oceânica da região, etc.

Borboleta - Chapada dos Guimarães

Lagarto - Chapada dos Guimarães

Abacaxi do cerrado - Chapada dos Guimarães

O mundo - Chapada dos Guimarães

Flor - Chapada dos Guimarães

Fóssil - Chapada dos Guimarães

Formiga 'bala' - Chapada dos Guimarães

Há cachoeiras vários formatos e alturas, mas todas tem em comum a água fresca, na temperatura ideal para aliviar o calor escaldante, sendo que uma delas, inclusive, tem um buraco que servia como uma jacúzi. A famosa véu da noiva só pode ser vista a distância, já que o acesso a ela está fechado para o manejo da área para liberá-la novamente.

Véu da Noiva - Chapada dos GuimarãesCachoeira - Chapada dos GuimarãesJacúzi - Chapada dos Guimarães

A região da chapada alguns municípios, dentre eles o principal é Chapada dos Guimarães e outro bem estruturado ao turismo é Nobres, que tem passeios como a cachoeira da Serra Azul, que fará parte das futuras instalações de um SESC.

Nobres conta ainda com passeios para nascentes de rios com uma água de cor translúcida e azul escura devido a presença de minerais, algo deslumbrante.

Nascente de rio - Chapada dos Guimarães

Nascente de rio - Chapada dos Guimarães

A lagoa das araras é a chave de ouro para fechar o passeio, local no qual ao final da tarde araras de toda região vão pernoitar. Esta lagoa é artificial e tinha como propósito inicial ser um local para o gado tomar água, mas que hoje conta com novos e coloridos ídolos.

Lagoa das Araras - Chapada dos Guimarães

Araras - Chapada dos Guimarães

IMG_7373Araras - Chapada dos Guimarães

A região da Chapada dos Guimarães é estimulante pela sua diversidade, suas cores e sua vivacidade.

Rio Branco, a capital da borracha e da cidadania (Parte I)

Rio Branco é a capital do Acre, ambos muitas vezes sendo motivos de piada no sudeste do país por seu isolamento do resto do país, mas que surpreende quem os visita. A surpresa foi ponto pacífico quando conversava com amigos e parentes sobre minha recente viagem e não foi diferente com os rio branquenses, que surpreendiam-se ao saberem que estava apenas a turismo, sem ‘segundas intenções’, como trabalho ou concurso público.

Rio Branco - Acre

A cidade surpreendeu-me pela limpeza e quantidade de ciclovias, que estão em toda parte. Os pontos turísticos concentram-se no centro, onde está por exemplo o Museu da Borracha, no qual é possível aprender um pouco sobre a história do estado, o que também é contado na biblioteca da floresta, ambos com objetos que retratam história de um dois mais novos estados brasileiros. As exposições da biblioteca dão enfoque na vida de Chico Mendes e nos povos da floresta (seringueiros, índios e ribeirinhos) que lutaram contra os latifundiários da região pela conservação da floresta. O acervo bibliográfico é voltado a temáticas ligadas à nossa grandiosa floresta amazônica e à sustentabilidade.

Museu da Borracha - ABC do Seringueiro
Biblioteca da Floresta - SeringueiroBiblioteca da Floresta - Índios

O Memorial dos Autonomistas é um espaço dedicado aos Acreanos que lutaram pela independência administrativa do Acre, que foi território federal desde a compra da bolívia em 1903 até 1962. O espaço é utilizado para exposições diversas e conta também com o Teatro Plácido de Castro, em homenagem a um dos expoentes do movimento dos autonomistas.

Memorial dos AutonomistasMemorial dos Autonomistas

O Palácio Rio Branco foi sede do governo estadual e depois de uma recente restauração passou a ser um museu da história de Rio Branco, que tem fotos, mobiliário e objetos de sua história. O piso do andar superior é em madeira e está digno de pantufas, como as necessárias para percorrer o Museu Imperial em Petrópolis.

Palacio Rio Branco - FachadaPalácio Rio Branco - Estrela AcreanaPalácio Rio Branco - Busto de Dom Pedro IIPalácio Rio Branco - VistaPalácio Rio Branco - Barão

A cidade de Rio Branco conta com pessoas extremamente acolhedoras (no comércio, nas ruas, etc) e apaixonadas por seu estado e sua história, algo que só observei na região norte, mas em maior grau no Acre. Os acreanos foram os propulsores das políticas voltadas à preservação da natureza e apesar de seu pequeno tamanho e população, a história recente do país sofreu grande influência desse valoroso povo. Por esses e outros motivos que ainda ei de contar é que incentivo a todos a conhecerem Rio Branco.

Campo Grande, a cidade morena (parte I)

Campo Grande está encrustada no meio do estado de Mato Grosso do Sul e é uma cidade bem diversa e paradoxal, onde é possível encontrar: um pub e uma cantina, que não são respectivamente de rock e italianos, mas sertanejos; um botequim nordestino, ao invés de carioca; um restaurante japonês com toalhas de cantina italiana em uma estação ferroviária que agora é uma feira; e uma orla no meio de duas ruas (está mais para um parque linear).

A cidade possui poucas opções de lazer, mas que são bem interessantes para quem está de passagem por lá para depois visitar o Pantanal. A maioria dos restaurantes, dos bares e da vida noturna da cidade concentra-se na Avenida Afonso Pena e adjacências.

Minha primeira visita foi ao Parque das Nações Indígenas, que é muito bem cuidado e limpo, no qual visitei o Museu das Culturas Dom Bosco (MCDB), onde vi uma exposição de mineralogia, paleontologia e biologia e outra sobre os povos indígenas, sendo a segunda muito atraente, pois o espaço é aproveitado de diversas maneiras: vitrais com objetos; peduricalhos com fotos de personagens de diferentes etnias; fendas no chão cobertas com vidro transparante para exibição de outros objetos; e paredes vazadas em forma de artefatos indígenas.

Próximo ao MCDB há uma montagem cenográfica para o público infantil, chamada Cidade do Natal, que deveria ser temporária, mas ao que tudo indica será permanente. A Cidade do Natal abrigava uma exposição sobre os dinossauros, com robôs representando por volta de dez espécies, dentre elas os famosos triceratope, estegossauro e tiranossauro rex.


Ainda no Parque das Nações Indígenas está tem um monumento, um lago e o Museu de Arte Contemporânea (MARCO), que expõe majoritariamente obras de artistas sul mato grossenses e também é palco de apresentações como a de dança contemporânea que assisti e era encenada pela Ginga Cia de Dança, premiada e reconhecida nacionalmente.




Um atrativo interessante para os turistas é a sorveteria Delícias do Cerrado, que tem diversas frutas características da região e que valem ser apreciadas! Outro atrativo intrínseco do estado é o tereré, que é o um chimarrão gelado.

A Cidade Morena é um ótimo local para visitar e talvez para morar, pois não é tão grande, aparentou-me ser segura, tem vias largas que devem dificultar a formação de congestionamentos, é bem arborizada e conta com um povo muito simpático e receptivo (chegaram a me parar na rua para dar indicações do que eu deveria fotografar). Por estes motivos, também pelo por do sol estupendo, é que recomendo todos a conhecerem a capital do cidade do Mato Grosso………………. do Sul!