Backer Medieval, uma cerveja das trevas medievais

Além de um turista convicto, também sou colecionador de garrafas de cerveja e elas acabam sendo parte importante de minhas viagens e este artigo é sobre uma das mais interessantes da coleção, a Medieval da cervejaria mineira Backer.

Esta cerveja é inspirada na tradição dos monges cervejeiros da idade média, também chamada de idade das Trevas. A começar pela garrafa negra e com tampa selada por uma cera vermelha, esta cerveja tem todo um charme que a caracteriza e que continua a impressionar por seu aroma cítrico e alto teor alcoólico, 6,7%.

Chegar a esta cerveja foi algo muito difícil, pois em São Paulo não a encontrava para vender e foi fora daqui que acabei encontrando-a, no aeroporto de Brasília em minha primeira passagem por nossa capital.

O preço era algo em torno de R$ 13,00, um pouco caro para os padrões que estamos acostumados, mas como bom colecionador, pedi uma garrafa. O garçom, então, abriu a garrafa como uma outra qualquer! mas eu não poderia permitir, depois de tanto procurá-la, que ela fosse aberta sem que a cera fosse derretida, como manda o figurino ‘cervejístico’. Assim sendo, o garçom, após reclamação, trouxe outra garrafa e a abriu corretamente!

Esta é uma das mais de 275 garrafas que hoje fazem parte de minha coleção.

A ideia é “beber menos e beber melhor!”

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Brasília, o avião de Lucio Costa e Oscar Niemeyer

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Brasília é para as cidades assim como o Corinthians (ou o Flamengo no Rio) é para os times de futebol: ou você a ama ou você a odeia, não há meio termo! Como eu odeio o Corinthians, acabei por amar Brasília, pois ninguém merecer tanto ódio no peito.

A cidade completou este ano 50 anos de história e polêmicas, que fazem parte da vida de todos nós, brasileiros, e que eu pude vivenciar por uns dez dias nas três passagens que tive pela cidade até hoje.

A vista aérea já é de tirar o fôlego, mas é ainda mais especial para quem chega num voo noturno, pois é deslumbrante a visão da cidade delineada pelas luzes, formando o avião idealizado por Lucio Costa em meio ao planalto central e que hoje é referência mundial em arquitetura e urbanismo.

A cidade possui mais de 50 opções de museus e centros culturais de todos os gêneros e para todos os gostos e públicos, dentre os quais eu destaco os Museus da Moeda (no Banco Central), de Gemas Preciosas (na torre de TV, no eixo monumental) e o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, que possui painéis representativos de unidade federativa brasileira, retratando os meios de produção e a história de cada uma delas e que estão retratados em folhetos que podem ser levados pelos visitantes.

O conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer é um show a parte, que casou perfeitamente com as idéias urbanísticas de Lucio Costa: Explanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, Palácio do Itamaraty, Museu Nacional, Teatro Nacional, Biblioteca Nacional e, especialmente, a Catedral Nacional são dignos de representar a grandeza de nosso país e encheram-me de orgulho a despeito das falcatruas que estamos acostumados a ver por lá nos noticiários.


Uma visita a Brasília também pede uma passagem pela ponte JK e pelo Pontal Sul, onde é possível jantar em ótimos restaurantes ou tomar um chopp com amigos.

Brasília conta ainda com grandes áreas verdes e muitas árvores por toda a cidade, o que dificilmente é notado por seus críticos. O parque Sara Kubitschek, Parque Nacional e o Jardim Botânico abraçam a cidade, tornando-a num oásis no meio do cerrado brasileiro.

Jardim Botânico Brasília

Entretanto nem tudo são flores na cidade! As distâncias para quem não possui carro são bem grandes e o transporte público ainda é deficitário.

A dica de hospedagem em Brasília é o hotel do SESC, que é uma ótima oportunidade a um preço bem acessível e com uma localização privilegiada.