Free Beer, a cerveja de receita livre

A Free Beer, tem em seu nome um trocadilho em inglês, pois “free” significa livre ou gratuita, sendo que neste caso específico significa livre, pois sua receita é aberta e ela pode ser reproduzida por qualquer um.

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A receita foi recriada baseada na tradição da Ale, mas com guaraná adicionado à fórmula, para um impulso de energia natural. Desta vez produzida pela cervejaria Allegra do Rio de Janeiro em parceria com o coletivo dinamarquês Superflex, para compor a exposição “É permitido permitir” no museu do amanhã, sendo que a exposição exibe a receita da cerveja, que e´vendida na lanchonete do museu.

 

A inspiração para o código aberto da cerveja, vem do mundo digital, mais especificamente do movimento pelo software livre, que ganhou força no final do século XX mundo afora e agora invadiu o mundo cervejeiro.

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Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen, toucinho líquido

Schlekerla Märzen

Há pouco tempo iniciei a leitura da Larousse da Cerveja para saber um pouco mais sobre a história, a produção e os estilos de cerveja, isso me fez recobrar a vontade de escrever sobre o tema e nada melhor que falar de uma de minhas preferidas.

A Aecht Schlenkerla Rauchbier Märzen é um verdadeiro ícone no mundo da cerveja, por ser uma das mais marcantes em seu estilo, chamado em alemão de Rauchbier (smokebeer em inglês, ou o que seria ‘cerveja defumada’ em uma tradução livre ao português) e que é característico da região de Bamberg na Alemanha, ela também destaca-se por seu rótulo que lembra um pergaminho antigo.

O gosto e aroma de defumado, ou toucinho líquido, é obtido durante o processo de fabricação, na etapa de secagem do malte, quando são expostos à fumaça de toras de faia. Outras características são a cor escura, avermelhada quando observada contra luz, e uma espuma bege densa e duradoura.

Eisenbahn Rauchbier

Bamberg Rauchbier

O Brasil possui algumas cervejas do mesmo estilo e as duas principais são: a catarinense Einsebahn Rauchbier e a paulista Bamberg Rauchbier.

O estilo desta ‘breja’ é o um de meus favoritos e também uma ótima formar de demonstrar para amigos que cervejas podem ter diversas cores, sabores e aromas, pois é totalmente diferente de tudo que qualquer um possa imaginar.

Beba menos, beba melhor!

Tsingtao, sem graça no sabor, mas não nas lembranças

A cerveja Tsingtao foi a primeira e única cerveja chinesa que tomei, na companhia de grande amigos da universidade e da república em que morei em São Carlos (saudosa Tibursa).

Outro fato que gosto de lembrar é que fui o primeiro integrante do Brejas a tomar esta cerveja e indiquei a inclusão dela na comunidade.

A Tsingtao Lager é como as brasileiras, uma cerveja refrescante sem grande complexidade no aroma ou no sabor, tendo como ponto forte a boa sensação que deixa na boca, com um amargor suave.

Ela é fabricada pela maior cervejaria chinesa e a mais vendida, sendo comercializada em mais de 60 países e com uma história de 108 anos!

Foi introduzida no mercado norte-americano em 1972, em plena Guerra Fria e sobreviveu a diversos períodos turbulentos da história chinesa, como a Revolução Cultural.

Valeu a pena para matar a curiosidade e adicionar mais uma à coleção!

Hoegaarden, minha primeira Belga


Estou viajando então sem fotos para falar sobre uma viagem que fiz, então falemos de cerveja! Hoegaarden é uma cerveja belga, hoje pertencente à Anheuser-Busch InBev (a AmBev no Brasil), é para mim o melhor ‘custo x benefício’ que há no Brasil, pois custa menos de R$ 6,00 na maioria das vezes e tem um sabor extremamente marcante e refrescante, sendo uma ótima pedida para quem quer começar a conhecer cervejas diferentes das pilsen brasleiras.

Já comprei esta cerveja diversas vezes em São Paulo (chegando a pagar um real na garrafa!) e a última vez que a tomei foi em Porto Alegre com amigas do Couch Surfing, que adoraram minha recomendação!

A história da Hoegaarden é longa e cheia de altos e baixos, tendo seu início no século XV com monges belgas, que são os responsáveis por dezenas de outras cervejas maravilhosas. A Hoegaarden em sua história recente teve a retomada da receita dos monges em 1965, produzidas sob a liderança de Pierre Celis, mas passou por momentos difíceis como o incêndio de sua fábrica em 1985, que acabou levando à sessão de parte de suas ações para a Cervejaria Artrois (detentora da marca Stella Artrois até então), o que ajudou na reconstrução fábrica da Hoegaarden.

A cerveja tem como característica uma cor amarela e turva, uma espuma densa, um aroma frutado e um gosto de cravo, tudo isso formando um conjunto harmonioso, que agrada todos os sentidos!

Essa sim é diga do bordão utilizado por outra cerveja aqui no Brasil: “Experimenta! Experimenta! Experimenta!”

Backer Medieval, uma cerveja das trevas medievais

Além de um turista convicto, também sou colecionador de garrafas de cerveja e elas acabam sendo parte importante de minhas viagens e este artigo é sobre uma das mais interessantes da coleção, a Medieval da cervejaria mineira Backer.

Esta cerveja é inspirada na tradição dos monges cervejeiros da idade média, também chamada de idade das Trevas. A começar pela garrafa negra e com tampa selada por uma cera vermelha, esta cerveja tem todo um charme que a caracteriza e que continua a impressionar por seu aroma cítrico e alto teor alcoólico, 6,7%.

Chegar a esta cerveja foi algo muito difícil, pois em São Paulo não a encontrava para vender e foi fora daqui que acabei encontrando-a, no aeroporto de Brasília em minha primeira passagem por nossa capital.

O preço era algo em torno de R$ 13,00, um pouco caro para os padrões que estamos acostumados, mas como bom colecionador, pedi uma garrafa. O garçom, então, abriu a garrafa como uma outra qualquer! mas eu não poderia permitir, depois de tanto procurá-la, que ela fosse aberta sem que a cera fosse derretida, como manda o figurino ‘cervejístico’. Assim sendo, o garçom, após reclamação, trouxe outra garrafa e a abriu corretamente!

Esta é uma das mais de 275 garrafas que hoje fazem parte de minha coleção.

A ideia é “beber menos e beber melhor!”