São Luís, a Atenas brasileira

São Luís tem diversos apelidos, dentre eles ilha do amor, Atenas brasileira (pela efervescência cultural no século XVIII), jamaica brasileira (pelo reggae que se enraizou no século XX)… E isso por si só, já demonstra a diversidade cultural que a cidade possui, ainda que ela não seja explorada e mantida devidamente nos dias de hoje.

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A chegada a cidade é bem interessante para quem vai de avião, pois o aeroporto, apesar de pequeno, conta com diversos painéis aprazentes, que abragem diferentes temas, porém com um enfoque único: retratar o Maranhão, seu povo e sua cultura.

centro histórico é um dos mais bem preservados dentre as capitais brasileiras, todavia ainda assim há diversos edifícios abandonados ou mal conservados. Pontos de destaque são a praça João Lisboa, o Palácio dos Leões (sede do governo maranhense), a Casa de Nhôzinho e o Museu de Artes Visuais.

Merecem destaque os azulejos e pisos cerâmicos encontrados na cidade, com uma grande diversidade de estilos, com representações religiosas e desenhos diversos.

Yosemite, a grande boca

O vale do Yosemite, ou simplesmente Yosemite, que era chamado originalmente Awooni ou Owwoni que significa grande boca. Este vale criado em meio a rochas imensas de granito por milhões de anos e hoje é um dos principais parques nacionais dos Estados Unidos da América, localizado a 265 da cidade de São Francisco, na Califórnia.

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John Muir, idealizador do parque

O parque é muito bem estruturado e conta com zonas para acampamento, barracas de lona e hotéis, permitindo o acesso democrático para todos os bolsos. Além de contar com um centro de visitantes e um ônibus interno gratuito para que seja minimizado o uso de carros internamente.

O parque conta com diversas trilhas, muito bem sinalizadas, dentre elas a Mist, que leva até a cachoeira Vernal. A trilha até o topo pode estar fechada devido ao acúmulo de gelo/neve.

Outra trilha que merece destaque é a que leva ao topo da cachoeira Yosemite, a mais alta da América do Norte, com 739 metros de altura. A trilha é desgastante, mas as vistas que se tem durante o caminho e no topo são recompensadoras.

Para finalizar segue a foto do estupendo céu noturno deste local sempar.

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Macapá, uma cidade, dois hemisférios

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Macapá é uma palavra de origem indígena que quer dizer lugar de muitas bacabas (um tipo de palmeira da região). Esta talvez tenha sido a cidade que mais me surpreendeu no Brasil, pelo movimento que vi nas ruas e pelos atrativos que possui.

Macapá

A cidade tem o incrível Museu Sacaca, nomeado assim em homenagem ao curandeiro local Raimundo dos Santos Souza, vulgo Sacaca. Este museu possui um acervo de muito atraente que propicia ao visitante o contato com representações de ocas de diversas tribos indígenas, de casa de ribeirinhos, de um barco como o que era utilizado por mercadores no passado, de montagens que contam sobre os minerais, a fauna e flora local.

SacacaOca - Museu Sacaca
Regatão - Museu SacacaRibeirinha - Museu Sacaca
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Outro ponto interessante é a Fortaleza de São José de Macapá, localizada na margem esquerda do Rio Amazonas desde 1764, ano de sua construção. Hoje o museu abriga exposições diversas, além do próprio acervo. O entorno da fortaleza é utilizado hoje como praça de eventos, na qual ocorrem apresentações musicais, sendo que na ocasião vi o ótimo show de uma cantora local, Lia Sophia.

Fortaleza de São José

Entrada da Fortaleza de São José

Fortaleza de São José

Maquete da Fortaleza de São José

Fortaleza de São José

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O espavento maior foi saber que Macapá tem uma cidade do samba para abrigar até 5 escolas de samba, próximo da qual está o sambódromo.

Sambódromo

Cidade do Samba

Por fim, não poderia deixar de falar do Marco Zero do Equador, monumento que demonstra exatamente onde passa a linha do equador, onde se pode estar nos dois hemisférios do mundo ao mesmo tempo.

Marco Zero

Resta dizer que o povo macapaense foi muito acolhedor e que certamente quero voltar, mas com o objetivo de chegar ao Oiapoque, o fim do Brasil (ou seria começo?).

Chicago, a cidade dos ventos (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Sempre que vou dar nome aos artigos procuro encontrar algum apelido ou característica que a qualifique, desta vez procurei no google e veio ‘windy city’, o que está totalmente de acordo com minha experiência local e com a descrição de amigos e familiares que por lá estiveram. A cidade tem diversos arranha-céus e um deles me fez lembrar de fictícia Gotham City (a cidade o Batman), com sua aparência sombria em plena noite de primavera (imaginem no outono!) e o nome dele é John Hancock Center.

Chicago - Gottam City

A cidade é um exemplo de superação e de diversidade, em 1871 um grande incêndio destruiu grande parte dela, que foi reconstruída pelos diversos povos que a habitavam (africanos, holandeses, alemães, russos, irlandeses, etc), fazendo a cidade literalmente ressurgir das cinzas e transformar-se numa das mais influentes dos EUA.

O Millenium Park (Parque do Milênio) é uma das principais atrações da cidade, onde fica um dos ícones de Chicago, o Cloud Gate (portão das nuvens, conhecido popularmente como The Bean – O Feijão). Ainda no parque há diversas outras atrações, como o Jay Pritzker Pavilion (um pavilhão para shows), o Field Museum (museu de história natural), entre outras dezenas de pontos.

Chicago é tão singular que foi presenteada por um dos maiores artistas de todos os tempos, Pablo Picasso, que criou gratuitamente a obra de arte sem título conhecida como The Chicago Picaso em homenagem à cidade, que está localizada na Daley Plaza (Praça Daley).

Chicago - The Picaso
Chicago - The Picaso

Chicago é tem muito a ser desvendado e em uma próxima oportunidade vou expor um pouco mais de minha experiência na cidade!

Philadelphia, paz, amor e Rocky Balboa (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

O trocadilho com a música ‘Peace, Love and Rock and Roll’ é devido a minha experiência como o clima aprazível da feira italiana, no parque do amor e com o famoso personagem de Silvester Stalone, que subiu a escadaria do Museu de Arte da Philadelphia. A cidade ainda tem um apelido carinhoso, Philly.

Philadelphia - Rocky BalboaPhiladelphia - Parque do Amor
Philadelphia - Museu de Arte

A Philadelphia tem ainda um museu dedicado ao meu escultor predileto, Auguste Rodin, com diversas esculturas sublimes, como o Beijo, Jovem Mãe na Gruta, ensaios da Porta do Inferno, etc.

Philadelphia - Museu Rodin
Philadelphia - Museu Rodin - Jovem mãe na grutaPhiladelphia - Museu Rodin - O BeijoPhiladelphia - Museu Rodin - A Porta do InfernoPhiladelphia - Museu Rodin

A cidade abriga a rua residencial americana continuamente habitada a mais tempo, a Elfreth’s Alley, uma charmosa rua próxima ao centro da cidade, que conta com um museu de sua história na casa de número 126 e a associação de moradores junto à loja do museu na casa de número 124.

Philadelphia - Elfreth's AlleyPhiladelphia - Museu Elfreth's AlleyPhiladelphia - Elfteth's AlleyPhiladelphia - Elfreth's Alley

A cidade tem muito da história americana e isso será mais explorado no próximo artigo, bem como a história do racismo na Pensilvânia, algo ainda bem enraizado naquele estado.

Midland, a cidade da Dow

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Em 1890, Herbert Henry Dow chega à cidade de Midland, onde estabelece a Dow Química, uma das maiores empresas do setor e que hoje é um enorme conglomerado presente em mais de 150 países.

Apesar da breve passagem pelo município, gostei bastante do que vi, especialmente dos parques Chippewassee e Saint Charles, ligados pela belíssima tridge, uma ponte de três ‘braços’, na confluência dos rios Chippewa e Tittabawassee.

Midland

A planta da Dow presente na cidade é tão enorme que quase se perde de vista no horizonte, o que deu um belo panorama para minha lente ‘olho de peixe’.

Midland

A cidade é pequena com um céu esplendoroso, que vale a pena ser visitada para quem estiver por Detroit a trabalho, ou estudando em Ann Arbor.

Santa Elena de Uairen, a ‘capital’ da savana venezuelana

O continente africano não é o único que apresenta o tipo de formação conhecida como savana, aqui na América do Sul temos a grande savana venezuelana localizada no Parque Nacional Canaima, que está na fronteira com o município brasileiro de Pacaraima localizado no estado de Roraima.

A cidade de Santa Elena de Uairen é conhecida dos brasileiros por contar com free shops e produtos importados, como acontece com a famosa cidade paraguaia de Ciudad del Este.

Em fevereiro a cidade conta com um carnaval, no qual crianças e adolescentes desfilam no final da tarde. Durante a noite o carnaval é embalado por um trio elétrico brasileiro, mas que tocas músicas locais.

A natureza é o ponto forte da cidade, que conta com diversas agências de turismo, albergues e hotéis que aproveitam as diversas cachoeiras da Gran Sabana e o monumental Monte Roraima para vender pacotes turísticos (dica: o passeio ao monte Roraima é muito mais barato do lado Venezuelano).

A Gran Sabana tem dezenas de cachoeiras, de diferentes formatos e volume de água. A mais famosa delas é a Quebrada Jaspe, formada pela pedra semipreciosa Jaspe, de cor alarajada. Ao longo do caminho para as cachoeiras sempre há índios locais vendendo artesanatos e um ponto negativo é a quantidade de lixo que é deixado pelos turistas inconsequentes.

Santa Elena del Uairén - CachoeirasSanta Elena del Uairén - Cachoeiras

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A visão do monte Roraima e dos outras mesetas (pequenos planaltos que destoam da imensa savana por erguerem-se abruptamente na paisagem) é surpreendente, mesmo ao longe.

Santa Elena del Uairén - Monte Roraima

Desejo voltar à região para conhecer de perto o famoso monte Roraima e também o cachoeira mais alta do mundo, o Salto Angel.

Quito, a face bonita de Deus

Original por Roxana M. Q. Fernández

E que é a capital administrativa dos equatorianos, tem muitos adjetivos que a qualificam justamente por toda a beleza paisagística que possui, por estar rodeada por vulcões e conservar sua arquitetura colonial intacta.

Localizada a 2850 metros acima do nível do mar e assentada sobre as ‘saias’ do vulcão Pichincha, Quito foi o primeiro patrimônio cultural da humanidade declarado pela UNESCO.

Quito

Para chegar a São Francisco de Quito, pode-se contar com o recem inaugurado aeroporto Mariscal Sucre, que está a 18 km do centro da cidade ou com o terminal terrestre Quitumbe, que está a 12 km do centro aproximadamente
Quando chegar a Quito, você pode hospedar-se no setor La Mariscal, onde encontrará um grande quantidade de albergues da juventude e hotéis de valores económicos e/ou acessíveis, bem como muitas opções de bares, baladas e restaurantes concentrados ao redor do que se conhece como a famosa Praça Foch.

É obrigatório caminar pelas empedradas e estreitas ruas do centro histórico, no qual poderá admirar a arquitetura com que a cidade conta e visitar edificios como o Palácio de Corandelet ou Palácio do Governo (entrada gratuita) e as igrejas San Agustìn, La Basìlica, La Compañìa e San Francisco entre as mais importantes.

Quito

Não se pode deixar de subir ao Panecillo, mirante natural tradicional encravado no coração da urbe, coroado pela escultura da VIRGEM DE QUITO, de onde se tem uma vista panorâmica da mesma.

Quito

O teleférico, a capelo do homem, os parques ‘La Carolina’ e ‘El Ejido’ também são lugares de visita obrigatória aos quais se pode ascender pegando o ‘Quitio Tour Bus’, o qual tem 12 paradas e cujo percurso dura em torno de 4 horas.

E por último, não se deve sair de Quito sem conhecer a cidade METADE DO MUNDO onde experimentará estar presente ao mesmo tempo nos dois hemisférios e conhecer o vulcão inativo Pululahua em cuja cratera habita uma comunidade.

Quito

Quito e seus encantos te esperam, melhor deixar de ler e não perca mais tempo.

Ilha de Páscoa, o umbigo do mundo (Parte I)

Ilha de Páscoa ou Rapa Nui é daqueles lugares ditos mágicos e de boas energias, no qual pode-se encontrar pessoas do mundo inteiro, que falam diversos idiomas, mas usam poucas interjeições como ‘ohhh’ e ‘wow’ para demonstrar seu encanto pelas paisagens estonteantes e pela magnitude das famosas estátuas gigantes de pedra vulcânicas, os Moais.
Ilha de Páscoa
O aeroporto fica próximo ao centro de Hanga Roa, onde estão concentrados 95% dos hotéis e restaurantes da ilha, o museu e o centro de informações turísticas. Ao chegar, aproveite para comprar o bilhete que dá acesso ao Rano Raraku e à vila de O’Rongo com desconto, em um estande que fica entre o avião e a área de desembarque.

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Duas palavras do idioma Rapa Nui são essenciais aos viajantes por que abrem portas e sorrisos: iorana (olá e tchau) e maururu (obrigado).

A ilha é o ponto culminante de uma cordilheira submarina, formada pela intensa atividade vulcânica do Pacífico sul. Ela é formada por três vulcões principais: Rano Kau, Rano Raraku e Meunga Tere Vaka, sendo o último o ponto de maior altitude da ilha, 511 metros.

O Rano Raraku é o local onde eram fabricados os Moais e muitos deles ainda estão lá, inclusive alguns deles ainda estão inacabados em meio à rocha da cratera.

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

O Rano Kau é a maior cratera e o cartão postal da ilha, pois é lá que está localizada a vila de O’Rongo, com dezenas de casas que foram restauradas e que abrigavam os nativos.

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - Mirador Rano Kau

Ilha de Páscoa - Rano Kau

Os Moais fabricados em Rano Raraku eram levados à todas as partes da ilha, para serem colocados sobre as sepulturas dos líderes de cada clã após sua morte. Estas sepulturas ficavam sob alteres cerimoniais chamados Ahu e os Moais sobre elas serviam para emanar as energias e proteção para o povo.

Ilha de Páscoa

A ilha é fantástica, mas infelizmente muito da cultura Rapa Nui e foi perdido por conta da dominação predatória de ingleses, franceses e chilenos nos séculos XIX e XX. Entretanto, o governo chileno tem investido na conservação e na recuperação das tradições da ilha nos últimos anos. Caso tenha a oportunidade de conhecer este lugar singular, no meio do oceano Pacífico, não exite em aproveitá-la!

Lethem, onde a mão muda

Lethem poderia ser chamado do lugar ‘onde o vento faz a curva’, pela sua distância das principais cidades sulamericanas, mas há uma característica que chama mais atenção, que é a mudança de mãos no trânsito. No Brasil utilizamos a mão francesa, que é a mais utilizado mundo afora, enquanto a Guiana utiliza a mão inglesa e, por este motivo, há uma mudança de mão, algo pouco comum, já que a maioria dos países de mão inglesa são insulares.

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A cidade fronteiriça tem preços que atraem brasileiros de Roraima e até mesmo do Amazonas, que nos fins de semana para fazer compras, faz divisa com o município de Bonfim, Roraima.

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O principal atrativo para mim foi pegar o taxi com o volante na direita e rodar na mão inglesa, além é claro, de computar mais um país visitado pra lista!

Taxi - Lethem