Artesanatos (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

As viagens trazem novas amizades, maravilhosas memórias e, na maioria das vezes, artesanatos dos mais variados tipos: belíssimos, curiosos, singelos…

Esses trabalhos de diversos anônimos merecem ter seu destaque, ainda que eu não saiba o nome de seus autores/inventores vou indicar onde comprei.

O primeiro deles é em homenagem ao documentário do grande Raúl Seixas e neste caso o seu parceiro é o Jimmy Hendrix, adquiridos do mesmo artesão em São Thomé das Letras. A dupla foi adquirida ao lado do famoso Bar do Dois, na base do morro onde está a quase mística pirâmide.

Raúl Seixas - São Thomé das LetrasJimmy Hendrix - São Thomé das Letras

O azulejo abaixo foi feito em pouco no máximo dez minutos, com diversos detalhes e o único dos artesanatos que está assinado, cujo autor é Jorge, feito em 2010 no calçadão da praia da Costa em Vila Velha.

Azulejo - Vila Velha

Outro objeto interessante é o sapo manauara, comprado no passeio do encontro das águas, que é simula o coaxar de um sapo real pela fricção de uma vareta que o acompanha em seu dorso. Veja o vídeo abaixo.

Este último, uma onda com um surfista, chamou muito minha atenção, pois do lado contrário ao da foto há uma lente e quando olhamos por ela, a sensação de estar de dentro da onde observado o surfista é ótima demais! Comprei esta peça na praia da Joaquina em Florianópolis em janeiro de 2010.

Onda - Florianópolis

Entre nessa onda e envie fotos de artesanatos interessantes que tenha comprado por aí!

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Cuidados com a saúde

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Um tema que não é a primeira, possivelmente nem a segunda ou terceira preocupação dos viajantes é a saúde, algo tão importante e que pode atrapalhar imensamente o aproveitamento do pouco tempo que os turistas geralmente possuem.

Saúde & Viagem

Um kit de medicamentos é essencial para uma viagem, ainda que tenhamos que tomar cuidados com a automedicação, em algumas situações não é possível encontrar um médico rapidamente, principalmente para os amantes da natureza, que embrenham-se em trilhas e locais ermos. Este kit pode variar de acordo com a singularidade de cada local, mas no geral medicamentos para dores de cabeça, vômitos, colírio, diarreia, azia, analgésico, antitérmico e anti-inflamatório.

Cruz Band-aid

Outro tema recorrente é o seguro-viagem, que muitos deixam de lado por considerar um valor alto (pelo World Nomads, por ter um custo mensal de US$ 106,00 sem EUA ou US$ 140,00 com EUA). Este seguro é obrigatório para uma viagem a um dos países que fazem parte do Espaço Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça).

Antes de iniciar uma viagem é importante verificar quais doenças são endêmicas à região que pretende-se visitar e consultar um médico sobre possíveis ações necessárias para proteger-se, exemplos patentes de doenças que merecem especial atenção são a Malária e a Febre Amarela. Esse tipo de verificação tem que ser feita com antecedência de ao menos quinze dias, já que há vacinas que precisam de ao menos dez dias para que o corpo produza anticorpos e tenha eficácia.

Zé Gotinha

Uma dica valiosa para os viajantes é a realização de uma consulta no Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas em São Paulo – (11) 3896-1366 – ou no Centro de Informações em Saúde para Viajantes do Hospital Universitário da UFRJ no Rio de Janeiro – (21) 2562-6213.
(fonte: Mochila Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) mantem Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa – COSV – por todo o país que podem fornecer ainda mais informações.

ANVISA

Cuide de seu corpo na viagem, pois todo o resto é substituível.

Intercâmbio, aprender inglês fazendo amigos

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

A melhor maneira de aprender inglês é fazendo um intercâmbio. Já fiz dois e aconselho todos a viver essa experiência. Fazer um intercâmbio vai muito além do que praticar um idioma, quem embarca nessa aventura tem a oportunidade de conhecer outra cultura e o lugar como realmente ele é. Em uma viagem normal geralmente as pessoas não tem muitos dias, logo só conhecem os pontos turísticos da cidade e encontram pessoas de passagem. Morando fora você tem a chance de fazer muitos amigos estrangeiros já que a convivência é diária.

Cidade do Cabo

Para quem pensa em estudar no exterior, Cape Town é uma excelente opção, pois o custo de vida é baixo, a moeda deles, Rand, é desvalorizada e, com isso, tudo fica bem barato para nós brasileiros, além da cidade ser fantástica, com belas praias, montanhas deslumbrantes e uma vida noturna muito agitada. Estive lá por 3 semanas e estudei na LaL school. Fiquei apaixonada pelo lugar!

A escola que estudei tem uma boa infraestrutura, comparada com as outras escolas da cidade, ela é a que tem melhor infraestrutura. A escola possui sala de computador com internet, wi-fi em alguns pontos da escola, piscina, bar que funciona de segunda a segunda, mesa de sinuca e totó (pebolim para os paulistas) e alojamento para os estudantes, que é um grande conforto já que você acorda, toma café da manhã na própria escola e vai para a aula, sem precisar acordar mais cedo e gastar dinheiro com transporte como acontece nas outras escolas. O alojamento também facilita muito a integração entre os estudantes, pois todos ficam no mesmo ambiente o tempo todo. Nas outras escolas depois da aula cada um vai para seu lado, às vezes os alunos não estão hospedados uns perto dos outros e acaba sendo mais difícil a convivência.

A LaL é uma festa, como eu disse, a integração é fácil e rápida, sem dificuldade você faz amizade e em pouco tempo conhece todos da escola. Tem programação para noitada todos os dias, na parte da tarde os estudantes costumam ir à praia, fazer trilhas ou mesmo visitar os pontos turísticos da cidade que não são poucos. Na escola você encontra estudantes de toda parte do mundo, especialmente da Alemanha, Arábia Saudita, Angola e Suíça, mas também tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas da Espanha, Itália, França, Equador etc. E como em qualquer lugar do mundo tem muitos brasileiros também, mas nada comparado com outros lugares como Europa, EUA e Canadá.

A metodologia do curso, porém, não é das melhores no meu ponto de vista. As aulas não têm uma sequência bem definida e as provas também não são muito rigorosas o que acaba fazendo com que pessoas de níveis diferentes fiquem na mesma turma. Para mudar de nível basta o próprio aluno pedir ao professor para fazer o teste ou o professor pode indicar o aluno a fazer a prova. A prova é apenas escrita. Para iniciantes não aconselho esta escola, porém para quem já tem um nível mais avançado de inglês e está mais interessado na fluência e também para aqueles que querem unir o aprendizado a diversão, acredito ser uma boa idéia.

Mochileiros, uma comunidade para viajantes

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Minhas viagens ‘independentes’ começaram com a galera do Mochileiros.com, que a maior comunidade de viajantes em língua portuguesa!

Início de 2009, planejamento para passar o carnaval em Diamantina com dois amigos, praticamente tudo combinado e levei um bolo dos dois, foi então que resolvi rever o site do mochileiros, especialmente o fórum “Companhia para Viajar”, no qual conheci o pessoa com quem viajei para Paraty, viagem relatada aqui em outro artigo.

O sítio possui possui sete fóruns principais: Destinos, Albergues em 170 países, Roteiros de Viagem, Trilhas e Travessias, Equipamentos de Camping e Aventura, Relatos de Viagem e Companhia para Viajar.

Há ainda categorias interessantes e mais específicas como a sobre esportes radicais, cicloturismo, viagens de moto e como “mochilar” com crianças.

Os relatos e dicas encontradas no sítio são muito úteis para quem deseja viajar e conhecer as maravilhas que há pelo caminho e também os possíveis percalços que podem ser enfrentados.

Mochilar

“Mochilar” aliás é um verbo inexistente no registro formal da língua, mas que no popular é viajar de maneira simples, gastando pouco e conhecendo a cultura do local, trocando experiências com outros viajantes e compartilhando conhecimento alegrias e dificuldades (definição própria).

Segue abaixo um vídeo sobre o que é mochilar na visão da Verônica Farias dos Santos, autora do livro “Meu pé que me leva pelo mundo – o barato de viajar só, com pouca grana e curtindo muito!”.

 
“Bora mochilar” galera!

Couch Surfing, conheça o mundo!

O Couch Surfing, ou simplesmente CS, é uma comunidade que congrega pessoas em prol de ‘um mundo melhor, um sofá por vez’. Este lema tem a ver com a camaradagem proposta pelo site, princípio pelo qual as pessoas acolhem os visitantes em sua cidade, seja para uma volta pela cidade, chamada de ‘Coffee or Drink’, seja como cicerone, hospedando o colega de comunidade.

Para começar, ao fazer o cadastro, todos são recepcionados por uma mensagem de um dos membros do time de boas-vindas do CS (CS Welcome Team), que além de cumprimentar, orientam o novato quanto aos primeiros passos para integrarem-se melhor à comunidade, muitas vezes solicitando um detalhamento do perfil para que todos possam conhecer melhor quem chegou.

O princípio é bem simples, mas causa uma grande surpresa nas pessoas, pois não é comum pessoas ‘desconhecidas’ demonstrarem tanta gentileza com ‘desconhecidos’. Apesar da aparente anomalia, o CS tem diversos controles de segurança que permitem aos integrantes confiem uns nos outros.

Os dispositivos de segurança começam pela referência cruzada entre membros da comunidade, que demonstram textualmente o que pensam umas das outras. Além das referências, há ainda o ‘voucher’ que seria como um voto de confiança que uma pessoa dá a outra, certificando que a conhece e que o receptor é uma pessoa extremamente confiável.

Há ainda um item adicional de segurança que é opcional e muito interessante, que é dividida em três níveis: em primeiro lugar a pessoa deve ‘travar seu nome’, demonstrando assim que não está para brincadeira; em segundo a pessoa faz uma doação para o CS, que então confere o nome da pessoa no site com o nome dela nos bancos de dados da operadora do cartão de crédito; e em terceiro o CS envia um cartão com um código, que ao ser informado no site, demonstra que pessoa realmente mora no endereço informado.

Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que o CS mudou minha vida, pois permitiu-me romper um paradigma no que tange a crer ou não nas pessoas, já que normalmente tendemos a desconfiar de todos, antes mesmos de dar-lhes uma chance, o que no CS, ao menos para mim, é totalmente ao contrário, pois confio em todos antes de desconfiar.

A hospedagem não é o único atrativo desta comunidade, tendo em vista que comunidades locais organizam diversos encontros. Em São Paulo há encontros semanais ou weekly meet up, passeios fotográficos ou Phototour, intercâmbio culinário ou cook something, dentro outro tantos. Nestes encontros realizados pelo grupos é possível conhecer pessoas de todo o mundo, fazer novos amigos e praticar idiomas.

O CS não promove qualquer tipo de discriminação e a heterogeneidade de seus integrantes é a prova disto. Hoje em dia há mais de três milhões de pessoas cadastradas em mais de 200 países e territórios, de todas as idades, de todas as religiões, de todas as alturas, etc. No site há estatísticas sobre as pessoas que fazem parte da comunidade.

Essa é uma nova possibilidade para quem quer fazer uma imersão em uma nova cultura e de quebra fazer novos amigos. Conheça esse mundo que é o Couch Surfing e será muito bem vindo!

Cidadania, sigamos os bons exemplos

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

A educação e gentileza é algo que prezo muito, valorizo e admiro iniciativas da sociedade para que esses valores sejam espalhados.

Citarei alguns dos exemplos que pude observar pelo Brasil e alguns fora do Brasil também, a começar pela carona, que é um ato praticado pelo interior do país, mas que tem caído em desuso pelo clima de insegurança no qual vivemos. Em Viçosa-MG, no campus da Universidade Federal de Viçosa, há um ‘ponto de carona’, inclusive com direito a placa.

Esta iniciativa, presente no ambiente universitário, é praticada também no estado de São Paulo, sendo que um de meus amigos de ensino médio criou o site Caronas Unicamp, que acabou evoluindo para o UniCaronas, que agora atende a todo o estado de São Paulo e é utilizado com frequência por meu irmão. Essa talvez fosse a alternativa para reduzir o trânsito e a emissão de poluentes nas grandes cidades, tendo em vista que a maioria dos carros anda com apenas uma pessoa.

Apesar de não ter gostado da cidade de Calama no Chile, gostei muito do bom exemplo pintado na parede de um do prédios públicos da cidade e que demonstra um gesto simples que infelizmente não é muito praticado na maioria das cidades brasileiras.

De volta ao Brasil, fui surpreendido pela imensa gentileza das pessoas no trânsito em João Pessoa e durante minha visita à Estação Cabo Branco que o governo promoveu uma campanha para o respeito ao pedestre, o que demonstra que com simples ações educativas, o povo acolhe boas ideias e as pratica. Esse respeito ao pedestre também foi notado em minha passagem por Brasília.

Outro exemplo do nordeste brasileiro é o que visa reduzir a corrupção no transporte público, no qual é comum ouvirmos histórias de pessoas que compartilham bilhetes de gratuidade ou de meia tarifa, que por definição são pessoais e intransferíveis. O exemplo citado é da cidade de Aracaju, que tem nas catracas dos ônibus um leitor de digitais, para que o beneficiado confirme sua identidade após passar o cartão do benefício.

Esse foi um apanhado de boas iniciativas, que pode melhorar a vida coletiva e levar a uma situação em que gentileza gere gentileza, levando o bom estar a todos nós!

Quem conhecer outros bons exemplos, compartilhe nos comentários!

Planejando sua viagem

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

(imagem obtida em: Culturamix)

1 ) Monte ao menos um roteiro macro, com países, estados ou cidades pelos quais deseja passar e os meios de transporte (as vezes lugares vizinhos tem transporte precário, o que atrapalha muito a viagem);

2 ) Verifique se há restrições legais para a visitação, pois a descoberta de última hora pode atrapalhar tudo

  • Vistos: vários países exigem visto de permanência para brasileiros a agência de turismo In Travel tem uma lista destes países;
  • Taxas: alguns lugares exigem uma taxa para a estadia, como é o caso de Fernando de Noronha que cobra uma taxa de preservação ambiental;
  • Limite de visitantes: acontece especialmente em ilhas;

3 ) Converse com amigos, eles podem ter informações valiosas! A internet pode ser sua amiga também, pois há muitos sites com dicas e relatos de viagens: Mochileiros, etc;

4 ) Deixe ‘folgas’ de um dia por semana ou a cada dez dias, pois sempre há surpresas pelo caminho, como uma ‘indisposição’ causada pela comida local ou por dificuldades com transporte ou pelo simples desejo de permanecer um pouco mais em algum ponto intermediário;

5 ) Tenha uma reserva financeira para emergências: dinheiro reserva no fundo da mala ou mochila, cartões de crédito, cartões pré-pagos, traveller checks, etc. Passei aperto porque meu cartão de crédito não funcionou no Peru, mesmo eu solicitando o desbloqueio do cartão para transações internacionais;

6 ) Recomendo uma pochete fininha na barriga, especialmente para portar o passaporte em viagens internacionais;

7 ) Cartões de crédito costumam ter benefícios como descontos em diárias no aluguel de carros ou embalagem de bagagem ou seguro viagem caso a compra seja realizada com o cartão em questão, portanto verifique os benefícios antes de efetuar a compra;

8 ) Compre passagens aéreas com antecedência e conseguirá bons preços, especialmente se ficar atento às promoções no Melhores Destinos ou pesquisar preços no Decolar ou no Sky Scanner;

9 ) Elenque prioridades para sua viagem, assim você terá um norte caso tenha que fazer mudanças de percurso. Em minhas últimas férias, pelo Chile e Peru, tinha como prioridades o Deserto de Atacama e a visita à Machu Picchu, o que me ajudou a manter o foco após a erupção do vulcão no Chile Puyehue, que mudou meus planos de visitar Pucón;

10 ) Essa é a dica que você pode dar, comente!

Albergues da Juventude (Hostels)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Quando comecei a pensar em viagens, busquei opcoes baratas para poder viajar mais com a pouca grana que tinha e na hospedagem estava o principal empecilho.

Foi ai que conheci os albergues da juventude, por indicacao de amigos, e passei a frequenta-los e descubri que nāo é apenas econômico, mas também uma garantia de novas amizades e diversāo!

No geral os albergues possuem quartos coletivos com armários para a guarda dos bens (no geral o alberguista deve ter seu próprio cadeado), com cozinha coletiva, acesso a internet por wifi (em alguns casos é cobrada uma taxa extra) e café da manhã.

Há ainda alguns um pouco mais completos, com piscina, bares, sala de jogos.. Pesquise e encontre a melhor opção em seu destino.

Há dois sites mundiais que concentram informacoes sobre os albergues, o primeiro deles é o Hostel World e o segundo é o Hosteling International (HI), que é uma associaçāo que promove algergues membros e exige uma qualidade minima em contra partida. O HI ainda possui um carteira de associação para alberguistas, que dá aos filiados descontos em diárias.

Prara quem vai viajar pela América Latina, há ainda o Ho.La ou Hostels Latin America que foi muito útil durante minhas últimas férias.

Uma dica bacana é verificar no Hoscar, o oscar dos hostels, qual é o melhor do país ou da região que você vai visitar.

Um sonho que vivi! San Pedro de Atacama-Chile 10 de junho de 2011 (Parte IV) e Dicas

Meu último dia em SPA teve um grande desafio! A subida do Cerro Toco, um vulcão inativo com 5.604m de altitude, sendo que a escalada iniciou aos 5000m com a temperatura abaixo de zero grau, rodeado por neve e com um vento cortante.

Os efeitos da altitude não tinham aparecido até então, mesmo entre 4000 e 4300 metros de altitude em passeios anteriores. Temendo estes efeitos, tomei chá de coca na noite anterior e pela manhã, o que talvez tenha amenizado a dor de cabeça que senti durante a subida.

Outro efeito que é difícil de entender quando se vive próximo ao nível do mar é o cansaço que acontece após três ou quatro passos, uma fatiga impressionante, que só tinha vivenciado antes após minha primeira trilha de bicicleta de 67km durante um dia inteiro.

Entretanto a vista e a sensação de superação ao atingir o cume é uma sensação revigorante! Estar próximo ao topo do mundo e curtir o silêncio total, quebrado apenas por rajadas de vento é extasiante!!!

Este é o fim deste sonho, mas o mundo possui outros, muitos deles no Brasil e que um dia irei viver e descrever por aqui!

Dicas

  • Para chegar a San Pedro a partir de Santiago há duas opções: ônibus durante um dia inteiro ou duas horas de avião até Calama, mais duas horas de ônibus ou van
  • As empresas de avião que fazem o trajeto Santiago – Calama são a LAN, PAL e a Sky Airline, sendo que as duas últimas são mais baratas. O blog Matraqueando tem um roteirinho para compra de passagens na Sky, o que é bem interessante, pois a empresa não aceita cartão internacional no site
  • Compre creme dental, protetor solar e outros artigos similares antes de chegar a SPA, pois lá tudo é mais caro do que no restante do Chile
  • Procure contratar os passeios de uma única vez e barganhe descontos
  • Tenha em sua bagagem roupas do tipo ‘segunda pele’, que mantem a temperatura corporal e podem ser usadas nas noites geladas do deserto (as temperaturas chegam a zero grau pela noite e por volta de 28°C durante o dia)
  • A diária de uma bicicleta custa em torno de 3.000 pesos chilenos (10 reais), mais uma vez a barganha é válida
  • Praticamente todos os restaurantes da ‘Calle Caracoles’ (a rua principal) tem WIFI, assim como a praça pública também (e no Brasil, onde tem? Em Goiânia tem num dos parques)
  • A comida varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00, o que inclui um prato principal e bebida (sobremesa em alguns casos). Para quem tem restrições econômicas maiores, há opções abaixo dos R$ 10,00 nas ruas transversais.
  • Faça o tour astrômico, que não fiz e arrependo-me! É um tour que dura umas duas horas a noite, no qual o rapaz mostra as constelações e conta histórias (custa em torno de R$ 50,00)
  • Há muitas opções baratas de hospedagem e recomendo o Hostel Rural. Não fique no Hostel San Pedro, que faz parte do Hosteling International, pois ele é péssimo apesar de muito barato
  • Para subir vulcões, contrate uma agência especializada, pois é importante para sua segurança! A Volcano (http://www.vulcanochile.com/) é a que contrateii e eles fornecem roupas especiais, comida para a escalada, possuem equipamentos de primeiros socorros e comunicadores via satélite. Além de tudo isso foram muito atenciosos e explicaram tudo muito pacientemente.