Boa Vista, um ‘porto seguro’

Boa Vista é a única capital brasileira totalmente no hemisfério norte e certamente poderia ser chamada de porto seguro. Uma cidade pacata e de pessoas acolhedoras e carinhosas, que apesar de capital tem um quê de interior para quem está acostumado com as metrópoles do sul-sudeste, onde nem todas as casas tem trancas nos portões e várias não possuem imensas grades.

Infelizmente muito da cidade estava fechado devido ao feriadão de carnaval, mas pude tomar um banho no Rio Branco e observar o belíssimo por do sol lá mesmo. A praia fica n margem oposta a da cidade e a travessia por ser feita por R$ 4,00 ida e volta.

Pôr-do-sol no Rio Branco - Boa Vista

A praça do centro cívico é o ponto central do leque a partir do qual a cidade foi planejada. A praça tem em sua volta diversos edifícios do aparato estadual dos três poderes e também uma catedral muito bonita, com vitrais que dão o tom de um lugar calma para a oração e a espiritualidade. No meio da praça tem a emblemática estátua do garimpeiro, que remete às origens da cidade e com a qual todo viajante que passa pela cidade tem que tirar uma foto.

IMG_7860Batistério da Catedral - Boa VistaNave da Catedral - Boa VistaGarimpeiro - Boa Vista

Boa Vista tem uma grande vantagem em relação ao resto do país, lá o taxi é um transporte extremamente barato devido à proximidade com a Venezuela, onde o preço do litro da gasolina fica em torno de R$ 0,40! O taxi para a Venezuela, Guiana (Inglesa) e cidades do interior custa R$ 25,00 por trecho, uma pechincha, se pensarmos que as distâncias variam de 100 a 250km.

Quero muito voltar à Boa Vista em uma data em que eu possa visitar museus e tenha tempo para visitar o interior do estado de Roraima!

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Rio Branco, a capital da borracha e da cidadania (Parte I)

Rio Branco é a capital do Acre, ambos muitas vezes sendo motivos de piada no sudeste do país por seu isolamento do resto do país, mas que surpreende quem os visita. A surpresa foi ponto pacífico quando conversava com amigos e parentes sobre minha recente viagem e não foi diferente com os rio branquenses, que surpreendiam-se ao saberem que estava apenas a turismo, sem ‘segundas intenções’, como trabalho ou concurso público.

Rio Branco - Acre

A cidade surpreendeu-me pela limpeza e quantidade de ciclovias, que estão em toda parte. Os pontos turísticos concentram-se no centro, onde está por exemplo o Museu da Borracha, no qual é possível aprender um pouco sobre a história do estado, o que também é contado na biblioteca da floresta, ambos com objetos que retratam história de um dois mais novos estados brasileiros. As exposições da biblioteca dão enfoque na vida de Chico Mendes e nos povos da floresta (seringueiros, índios e ribeirinhos) que lutaram contra os latifundiários da região pela conservação da floresta. O acervo bibliográfico é voltado a temáticas ligadas à nossa grandiosa floresta amazônica e à sustentabilidade.

Museu da Borracha - ABC do Seringueiro
Biblioteca da Floresta - SeringueiroBiblioteca da Floresta - Índios

O Memorial dos Autonomistas é um espaço dedicado aos Acreanos que lutaram pela independência administrativa do Acre, que foi território federal desde a compra da bolívia em 1903 até 1962. O espaço é utilizado para exposições diversas e conta também com o Teatro Plácido de Castro, em homenagem a um dos expoentes do movimento dos autonomistas.

Memorial dos AutonomistasMemorial dos Autonomistas

O Palácio Rio Branco foi sede do governo estadual e depois de uma recente restauração passou a ser um museu da história de Rio Branco, que tem fotos, mobiliário e objetos de sua história. O piso do andar superior é em madeira e está digno de pantufas, como as necessárias para percorrer o Museu Imperial em Petrópolis.

Palacio Rio Branco - FachadaPalácio Rio Branco - Estrela AcreanaPalácio Rio Branco - Busto de Dom Pedro IIPalácio Rio Branco - VistaPalácio Rio Branco - Barão

A cidade de Rio Branco conta com pessoas extremamente acolhedoras (no comércio, nas ruas, etc) e apaixonadas por seu estado e sua história, algo que só observei na região norte, mas em maior grau no Acre. Os acreanos foram os propulsores das políticas voltadas à preservação da natureza e apesar de seu pequeno tamanho e população, a história recente do país sofreu grande influência desse valoroso povo. Por esses e outros motivos que ainda ei de contar é que incentivo a todos a conhecerem Rio Branco.