Ilha de Páscoa, o umbigo do mundo (Parte I)

Ilha de Páscoa ou Rapa Nui é daqueles lugares ditos mágicos e de boas energias, no qual pode-se encontrar pessoas do mundo inteiro, que falam diversos idiomas, mas usam poucas interjeições como ‘ohhh’ e ‘wow’ para demonstrar seu encanto pelas paisagens estonteantes e pela magnitude das famosas estátuas gigantes de pedra vulcânicas, os Moais.
Ilha de Páscoa
O aeroporto fica próximo ao centro de Hanga Roa, onde estão concentrados 95% dos hotéis e restaurantes da ilha, o museu e o centro de informações turísticas. Ao chegar, aproveite para comprar o bilhete que dá acesso ao Rano Raraku e à vila de O’Rongo com desconto, em um estande que fica entre o avião e a área de desembarque.

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Ilha de Páscoa - Aeroporto

Duas palavras do idioma Rapa Nui são essenciais aos viajantes por que abrem portas e sorrisos: iorana (olá e tchau) e maururu (obrigado).

A ilha é o ponto culminante de uma cordilheira submarina, formada pela intensa atividade vulcânica do Pacífico sul. Ela é formada por três vulcões principais: Rano Kau, Rano Raraku e Meunga Tere Vaka, sendo o último o ponto de maior altitude da ilha, 511 metros.

O Rano Raraku é o local onde eram fabricados os Moais e muitos deles ainda estão lá, inclusive alguns deles ainda estão inacabados em meio à rocha da cratera.

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

Ilha de Páscoa - Fábrica Rano RarakuIlha de Páscoa - Fábrica Rano Raraku

O Rano Kau é a maior cratera e o cartão postal da ilha, pois é lá que está localizada a vila de O’Rongo, com dezenas de casas que foram restauradas e que abrigavam os nativos.

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - O Rongo

Ilha de Páscoa - Mirador Rano Kau

Ilha de Páscoa - Rano Kau

Os Moais fabricados em Rano Raraku eram levados à todas as partes da ilha, para serem colocados sobre as sepulturas dos líderes de cada clã após sua morte. Estas sepulturas ficavam sob alteres cerimoniais chamados Ahu e os Moais sobre elas serviam para emanar as energias e proteção para o povo.

Ilha de Páscoa

A ilha é fantástica, mas infelizmente muito da cultura Rapa Nui e foi perdido por conta da dominação predatória de ingleses, franceses e chilenos nos séculos XIX e XX. Entretanto, o governo chileno tem investido na conservação e na recuperação das tradições da ilha nos últimos anos. Caso tenha a oportunidade de conhecer este lugar singular, no meio do oceano Pacífico, não exite em aproveitá-la!

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Santiago do Chile (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

Santiago, a capital do Chile, é uma cidade ótima, com possibilidades em seus limites ou próximo deles para agradar todos os públicos.

Um país onde a educação é levada a sério, na qual os estudantes defendem a educação de verdade, mobilizando-se para a melhoria da maior riqueza de um povo, ao contrário da vergonhosa ‘histórica luta pelo passe livre’ que temos por aqui.

A cidade é extremamente limpa e tem um sistema de transporte muito bom, a começar pelo aeroporto, um dos melhores da América Latina. Os carros possuem etiquetas (tags) para rastrear a utilização de estradas, cobrando por quilômetro utilizado, ao invés dos ultrapassados pedágios, que temos. Além disso a cidade conta com 101 km de linhas de metrô, distribuídos por 94 estações! (São Paulo, com o dobro de habitantes, tem 74 km e 64 estações).

Máquina de limpeza de ruas - SantiagoAeroporto de Santiago

O Cerro Santa Lucia, onde a cidade foi fundada, é um morro na região central da cidade que possui diversos atrativos: centro de cultura indígena, uma fonte belíssima, estátua de homenagem ao papa João Paulo II, um paisagismo formoso e uma vista impressionante de toda a cidade, desta vez de forma negativa, pois fiquei assustado com a poluição e a cortina de fumaça que quase impediu-me de visualizar os antes ao fundo.

Centro de Exposição de Arte Indígena - SantiagoTerraço Netuno - SantiagoManuel Vicuña I Larrain - Primeiro Arcebispo Chileno - Santiago
Cerro Santa Lucia - SantiagoVista do Cerro Santa Lucia - Santiago

Rodeando o Cerro Santa Lucia há a PUC Santiago, um centro de artesanato e a biblioteca nacional, na qual há um espaço para exposições e acesso gratuito à internet.

Pontifície Universidade Católica de Chile - SantiagoCentro de Artesanato - SantiagoBiblioteca Nacional do Chile - Santiago
Exposição na Biblioteca Nacional do Chile - SantiagoMóbiles na Biblioteca Nacional do Chile - SantiagoObjetos na Biblioteca Nacional do Chile - Santiago

O mercado central das grandes cidades sempre é um ponto que precisa ser visitado e em Santiago não é diferente, como de costume, o atendimento chileno é ótimo e lá pude provar o Congrio (peixe branco, muito saboroso) e um Centolla (caranguejo gigante) com um apetitoso molho de vinho branco, manteiga e alho! O preço é um bem salgado, mas o sabor recompensa. Aos viajantes aconselho tomar cuidado com o que comem por lá e evitem algo muito diferente no dia anterior a uma movimentação entre as cidades por lá ou de volta ao Brasil, pois o aparelho digestivo pode não receber muito bem a novidade! (principalmente os diversos frutos do mar).

Centolla e Eu - Santiago
Santiago tem muitos outros atrativos, que serão descritos em outros artigos, complementando este.

Um sonho que vivi! San Pedro de Atacama-Chile 10 de junho de 2011 (Parte IV) e Dicas

Meu último dia em SPA teve um grande desafio! A subida do Cerro Toco, um vulcão inativo com 5.604m de altitude, sendo que a escalada iniciou aos 5000m com a temperatura abaixo de zero grau, rodeado por neve e com um vento cortante.

Os efeitos da altitude não tinham aparecido até então, mesmo entre 4000 e 4300 metros de altitude em passeios anteriores. Temendo estes efeitos, tomei chá de coca na noite anterior e pela manhã, o que talvez tenha amenizado a dor de cabeça que senti durante a subida.

Outro efeito que é difícil de entender quando se vive próximo ao nível do mar é o cansaço que acontece após três ou quatro passos, uma fatiga impressionante, que só tinha vivenciado antes após minha primeira trilha de bicicleta de 67km durante um dia inteiro.

Entretanto a vista e a sensação de superação ao atingir o cume é uma sensação revigorante! Estar próximo ao topo do mundo e curtir o silêncio total, quebrado apenas por rajadas de vento é extasiante!!!

Este é o fim deste sonho, mas o mundo possui outros, muitos deles no Brasil e que um dia irei viver e descrever por aqui!

Dicas

  • Para chegar a San Pedro a partir de Santiago há duas opções: ônibus durante um dia inteiro ou duas horas de avião até Calama, mais duas horas de ônibus ou van
  • As empresas de avião que fazem o trajeto Santiago – Calama são a LAN, PAL e a Sky Airline, sendo que as duas últimas são mais baratas. O blog Matraqueando tem um roteirinho para compra de passagens na Sky, o que é bem interessante, pois a empresa não aceita cartão internacional no site
  • Compre creme dental, protetor solar e outros artigos similares antes de chegar a SPA, pois lá tudo é mais caro do que no restante do Chile
  • Procure contratar os passeios de uma única vez e barganhe descontos
  • Tenha em sua bagagem roupas do tipo ‘segunda pele’, que mantem a temperatura corporal e podem ser usadas nas noites geladas do deserto (as temperaturas chegam a zero grau pela noite e por volta de 28°C durante o dia)
  • A diária de uma bicicleta custa em torno de 3.000 pesos chilenos (10 reais), mais uma vez a barganha é válida
  • Praticamente todos os restaurantes da ‘Calle Caracoles’ (a rua principal) tem WIFI, assim como a praça pública também (e no Brasil, onde tem? Em Goiânia tem num dos parques)
  • A comida varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00, o que inclui um prato principal e bebida (sobremesa em alguns casos). Para quem tem restrições econômicas maiores, há opções abaixo dos R$ 10,00 nas ruas transversais.
  • Faça o tour astrômico, que não fiz e arrependo-me! É um tour que dura umas duas horas a noite, no qual o rapaz mostra as constelações e conta histórias (custa em torno de R$ 50,00)
  • Há muitas opções baratas de hospedagem e recomendo o Hostel Rural. Não fique no Hostel San Pedro, que faz parte do Hosteling International, pois ele é péssimo apesar de muito barato
  • Para subir vulcões, contrate uma agência especializada, pois é importante para sua segurança! A Volcano (http://www.vulcanochile.com/) é a que contrateii e eles fornecem roupas especiais, comida para a escalada, possuem equipamentos de primeiros socorros e comunicadores via satélite. Além de tudo isso foram muito atenciosos e explicaram tudo muito pacientemente.

Um sonho que vivi! San Pedro de Atacama-Chile (Parte III)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

O terceiro dia foi o mais cansativo de minha estadia em San Pedro, isso porque acordamos, eu e meu amigo Patrick, as 3:30 da manhã para sermos recolhidos pela van da agência de turismo com destino aos Gêiseres do Tatio, que é um campo de atividade geotérmica de 10km², no qual a água, submetida a alta pressão, é expelida com 85°C.

Estes gêiseres estão 98 km ao norte de San Pedro de Atacam sobre a cordilheira dos Andes a uma altitude de 4320m e são os gêiseres mais altos do mundo. Nesta paisagem distinta acabei reencontrando duas garotas de São Paulo, Lilian e Elaine, que já tinha encontrado no primeiro dia.


A temperatura ambiente no campo era de aproximadamente -10°C, mas ainda assim há muitos corajosos que resolveram enfrentar esta temperatura e entrar na piscina criadas com a água que jorra á superfície. Estas piscinas ficam com uma temperatura entre 35°C e 40°C, uma temperatura bem aprazível, mas resolvi não arriscar pegar uma gripe no meio de minha viagem.

Após a visita aos gêiseres passamos por um vilarejo onde tive a oportunidade de comer carne de Llama, que a meus sentidos é como um genérico pra carne de vaca em aspecto, textura e sabor.

A igreja do vilarejo como característica da colonização espanhola, fica na parte mais alta e as casas possuem pequenas cruzes no topo do telhado. Outro detalhe curioso foi o boneco de pedra que encontramos por lá.

Chegamos 12:30 e 13:00, após um lanche rápido e uma camada de filtro solar, eu e Patrick alugamos duas bicicletas para visitar Catarpe, pois conversamos com um casal no dia anterior que tinha feito este passeio e mostrado fotos.

A distância é de 5km e tínhamos de voltar até as 15:15, para o passeio da Laguna Cejar. No caminho, havia a Pukara de Quitor, que era uma fortificação dos Incas.

Para chegar a Catarpe é preciso atravessar um riacho várias vezes, mas na última delas é inevitável molhar-se, pois a água quase atinge os joelhos. Chegamos apenas para ver a entrada da trilha, e um pouco do terreno avermelhado, pois o próximo compromisso era para visitar a Lagoa Cejar.

A Lagoa Cejar é um muito interessante pois a alta concentração de sal que ela possui, faz com que as pessoas boiem com muita facilidade e fica bem no meio do Salar de Atacama.

O passeio segue por outras duas lagoas artificiais, proveniente da exploração de minérios no local e que por este motivo são círculos quase perfeitos nos quais os turistas saltam da borda.

O próximo e último artigo sobre San Pedro de Atacam contará sobre minha escalada ao Cerro Toco e algumas dicas sobre como chegar, onde se hospedar, outros passeios, etc.

Um sonho que vivi! San Pedro de Atacama-Chile (Parte II)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

O segundo dia de minha jornada pelo Atacama foi a visita a uma Salar vizinho, o Salar de Tara, que tem paisagens ainda mais inóspitas que as do Atacama e está localizado numa região do Chile que faz divisa com a Argentina e a Bolívia a 4300 metros de altitude.

Este outro deserto tem como atrativo formações chamadas pelos nativos de Catedrais, que são esculpidas cuidadosamente pelas intempéries da natureza por milhares de anos, resultando em uma paisagem incrível.

A a imponência das catedrais não é o único atrativo, há também uma grande lagoa de água salgada, na qual podemos encontrar dezenas de espécies de aves e plantas ao redor.

Algo bacana nas estradas do Chile, que vi numa reportagem brasileira como se fosse uma imensa inovação é a área de escape de emergência em descidas, algo que pode salvar muitas vidas se for aplicada por aqui.

Pularei o terceiro dia, pois foi bem extenso e falarei um pouco sobre meu quarto dia de viagem, que teve como ponto e partida a visita à igreja da cidade, que data de 1557, que é singela e aconchegante.

Para este dia estava reservado o sandboarding no Vale da Morte e o por do sol no Vale da Lua, com ponto de encontro na praça de SPA, no lado oposto ao da igreja. Parti em duas vans, com ingleses, franceses e duas cariocas, Jandaira e Aline.

O sandboarding é muito divertido, mas o equilíbrio na prancha não é algo trivial! E outra dificuldade é a subida ao topo da duna, que é bem cansativa.

No Vale da Lua escalamos uma formação rochosa para observar o por do sol e a paisagem em volta, o que rendeu mais algumas visões memoráveis.

Vale da Lua SPA

Um sonho que vivi! San Pedro de Atacama-Chile (Parte I)

Traduzido por Roxana M. Q. Fernández

São Pedro de Atacama (SPA) é um lugar incrível e especial para mim! Tanto que senti uma enorme nostalgia ao comentar sobre essa cidade e suas imediações para uma amiga durante uma ressaca da Oktober Fest em Blumenau.

Os olhos marejados são tanto pelos amigos que fiz por lá, quanto pelas paisagens maravilhosas que pude presenciar.

A cidade é na verdade uma vila que tem em torno de dois mil habitantes e está encrustada no terceiro maior deserto de sal do mundo, o Salar de Atacama, a 2438 metros de altitude e 1500 quilômetros de distância de Santiago.

Assim como São Paulo, SPA também é cortada pelo trópico de capricórnio e isso é algo interessante quando se observa a diferença de clima entre as cidades pelas condições diferentes de relevo.

O que chama a atenção é que SPA alia a modernidade com sua cultura centenária, com diversas pontos de acesso wifi pela ‘calle Caracoles’ (a principal da cidade) e acesso gratuito na praça pública, ao mesmo tempo em que as edificações são de piso térreo e revestidas de adobe.

Fiz todos os principais passeios nos cinco dias que estive por lá e o primeiro deles foi para as ‘Lagunas Altiplanicas’. O passeio inclui a visita a um vilarejo, às lagoas Miscanti e Miñiques e ao Parque Nacional dos Flamingos, com um almoço num restaurante local entre as duas últimas visitas.

O vilarejo tinha de interessante apenas a igreja, cuja torre era separada da nave, algo incomum pelo que observo por onde passo.

Algo não exclusivo do vilarejo, mas que chamou a atenção do pessoal foi o contato com uma Llama (o primeiro de tão perto no meu caso).

Após as amenidades, enfim chegamos ao que interessa: as lagoas, que tem os mesmos nomes dos vulcões que as protegem e cuja primeira vista impressiona a todos, começando pela Miscanti – a maior das duas, que alimenta subterraneamente a Miñiques.

Entre uma lagoa e outra, o guia comentou sobre as rochas do local, que tinham uma certa propriedade que facilitava colocá-las em equilíbrio.

Miñiques é uma lagoa um pouco menor na qual as bordas de sal são mais proeminentes.

Após este cartão de boas vindas, com paisagens maravilhosas, veio primeiro almoço em SPA, com quinoa (acima à esquerda), porotos (esses feijões gigantes), batata roxa e suco de melão.

Em seguida a este almoço apetitoso (exceto pelos porotos), visitamos o Parque Nacional dos Flamingos, que é uma prova de como o ser humano tem degradado o meio ambiente, pois o nível da água neste local era vários centímetros acima do nível atua, assim como o número de animais que era muito maior.

Esta é a primeira parte da descrição de minha viagem por um dos paraísos de nosso planeta!